Blog do Desemprego Zero

Queda de commodities não preocupa Coutinho

Posted by Beatriz Diniz em 21 março, 2008

Arnaldo Galvão, de BrasíliaVALOR – 20/03/2008

Na avaliação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a possibilidade de queda expressiva nas cotações das commodities está vinculada a um impacto muito forte da recessão americana no mercado asiático. Mas sua visão é otimista. “É possível que haja algum efeito sobre o sistema asiático, mas ainda assim uma redução de preços de commodities moderada apenas retrocederia ao patamar de preços do ano passado. Tivemos aumentos continuados nos preços”, ponderou.

Mesmo na hipótese de algum impacto na balança comercial brasileira, Coutinho acredita que o Brasil tem condições de continuar crescendo num patamar alto. Na sua visão, a economia brasileira tem uma faixa de crescimento de 4,5% a 6,5% neste ano. Se a crise for mais séria, o ritmo será mais reduzido. Caso contrário, o crescimento poderá ficar perto de 6% se o país tiver capacidade de manter os investimentos em ascensão. “Criar oferta é o que assegura a compatibilidade de crescimento acelerado sem pressões inflacionárias. Por isso, a formação de capital e os investimentos devem ser priorizados”, explicou, após sair de encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com quem foi conversar sobre a política industrial.

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, garantiu, também após sair de reunião sobre política industrial, que não há a menor chance de a balança comercial apresentar déficit em algum resultado mensal este ano. Ele comentava as preocupações sobre o impacto de um aprofundamento da recessão nos EUA e reafirmou que está mantida a previsão de o país exportar US$ 180 bilhões em 2008. Quanto à inflação na China e a possibilidade de as autoridades frearem o crescimento daquele país, o ministro ressaltou que esse temor existe há mais de um ano porque há notícias de um processo de aumento dos preços mas isso não aparece nos números oficiais. “Não há uma relação entre inflação chinesa e recessão americana. A China, como todos os países, tem de se preocupar com inflação.”

Miguel Jorge ironizou analistas que chegaram a prever déficit na balança comercial. Citou que muitas previsões indicavam crescimento de 3,5% para o PIB em 2007 e o resultado preliminar do IBGE foi 5,4%. “Se um analista consegue errar a esse ponto, é preciso tomar cuidado com o tipo de interesse que está por trás disso. Não trabalhamos em nenhuma hipótese com essa possibilidade”, afirmou.

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