Blog do Desemprego Zero

CONTINUAÇÃO de… Para um economista ortodoxo: “A Ciência Econômica é o estudo da administração dos recursos escassos”. Para um economista Keynesiano: “A ciência econômica é o estudo da administração da política do Estado do ponto de vista de seus condicionantes, objetivos e implicações”. ** DEBATE V ** Qual dessas você acha a melhor definição para a economia?

Posted by Gustavo dos Santos (meus artigos clique) em 4 abril, 2008

Gustavo Antônio Galvão dos Santos *

Continuidade do debate do último post:

Para um economista ortodoxo: “A Ciência Econômica é o estudo da administração dos recursos escassos”. Para um economista Keynesiano: “A ciência econômica é o estudo da administração da política do Estado do ponto de vista de seus condicionantes, objetivos e implicações”. ** DEBATE IV ** Qual dessas você acha a melhor definição para a economia?

Nunca a ciência econômica foi usada para estudar sistemas sem Estados e jamais será. Na prática ciência econômica e economia política são a mesma coisa e focam o mesmo objeto. Os próprios Adam Smith e David Ricardo, que são os grandes fundadores da ciência segundo os liberais, cunharam e usavam o termo ‘economia política’.

No início do século XX o termo ciência econômica começou a ser mais usado em decorrência da necessidade de evitar o debate com os marxistas, pois a teoria marxista não era contrária à teoria então dominante de Ricardo. Ela estava mais para ser uma teoria mais geral.

Uma teoria mais geral é imbatível no debate acadêmico. Da mesma forma que os economistas ortodoxos (com exceção de nossos colegas do blog) comumente evitam o debate com os heterodoxos hoje, os marginalistas fundadores da economia ortodoxa queriam dizer que o objeto de estudo deles era diferente do marxista, assim criaram o termo Ciência Econômica para separar de Economia Política. Mas falam da mesma coisa. O Marx também não estudou as implicações econômicas diretas do Estado. A teoria do valor que ele aperfeiçoou não citava o Estado para nada.

Como definição mais precisa, sugiro a seguinte:

“A ciência econômica é o estudo da administração da política do Estado do ponto de vista de seus condicionantes, objetivos e implicações”

Os modelos ou análises econômicas não precisam supor explicitamente a existência do Estado. Pelo contrário, geralmente as análises econômicas não precisam, pois elas querem analisar o comportamento do setor privado e assim entender os condicionantes e implicações da ação do Estado sobre a sociedade não-estatal.

Eu nunca vi uma economia sem Estado. Índios talvez? pode ser, mas economistas não estudam os índios, quem faz isso são os antropólogos. O objeto de estudo da economia tem no Estado seu mais importante membro e seu organizador. Mercados amplos e gerais sem Estado são completamente impossíveis, pois os direitos de propriedade negociados são garantidos pelo Estado e assim como o valor da moeda utilizada como unidade de conta, de troca e de crédito é garantido pelo Estado.

Mesmo o objeto de estudo dos modelos de equilíbrio geral que não supõe a existência de Estado são economias reais. Economias que possuem Estado. Nunca a Ciência Econômica foi usada para estudar sistemas sem Estado.

A definição de ciência econômica é a mesma da economia política:

“A ciência econômica é o estudo da administração da política do Estado do ponto de vista de seus condicionantes, objetivos e implicações”

Essa definição decorre do fato de que, mesmo quando se faz uma análise teórica em que o papel do Estado é desconsiderado, toda e quaisquer conclusões da análise econômica tem implicações sobre políticas públicas e interesses econômicos de grupos sociais que só podem ser conciliados pelo Estado. Ou seja, toda análise econômica tem implicações sobre o que seja uma política econômica ideal. Nesse sentido, a economia estuda os condicionantes da política econômica, mesmo se o pesquisador não está particularmente interessado em aplicações práticas, o que é extremamente raro, pois não há como fugir da discussão das aplicações em economia, pois todas as conclusões são politizáveis e, portanto, é praticamente imperativo a percepção de que qualquer conclusão obtida terá aplicações políticas sobre a política do Estado e sobre interesses econômicos que precisam do Estado para serem conciliados. Conclusões que podem significar mais ou menos intervenção do Estado.

Nada como uma crise para que as pessoas coloquem os pés no chão:
http://desempregozero.org/2008/04/03/todos-contra-o-banco-central/

http://desempregozero.org/2008/04/03/a-cura-keynesiana/

Delfim concorda conosco:

A economia política

CONTINUAÇÃO DESSE DEBATE (CLIQUE AQUI) Os juros são um péssimo instrumento de combate à inflação. Um ótimo instrumento é o câmbio estável, porém competitivo

Anúncios

5 Respostas to “CONTINUAÇÃO de… Para um economista ortodoxo: “A Ciência Econômica é o estudo da administração dos recursos escassos”. Para um economista Keynesiano: “A ciência econômica é o estudo da administração da política do Estado do ponto de vista de seus condicionantes, objetivos e implicações”. ** DEBATE V ** Qual dessas você acha a melhor definição para a economia?”

  1. […] Continuação de… Para um economista ortodoxo: “A Ciência Econômica é o estudo da adm… […]

  2. Pedro said

    Desculpe, fiquei perdido. Não é melhor manter a discussão no mesmo lugar, já que acaba relacionada com outros temas?

  3. Artigo interessante:
    http://desempregozero.org/2008/04/04/sobre-neoliberais-psiquiatras-e-estado/

  4. Texto do Pedro:
    “(…) Se o Meirelles aumenta os juros não para beneficiar o povo com menor inflação, mas para dar dinheiro para os rentistas, qual o sentido de argumentar que aumentar os juros não é uma boa ferramanta de controle de inflação? Tal argumentação só faz sentido diante de um júri para condenar o Meirelles!” (…)”

    Pedro,
    as taxas de juros são um péssimo instrumento para controle da inflação.
    Pergunte a algum empresário se reduz algum preço em decorrência do aumento dos juros?
    Certamente que não.
    Pelo contrário, a relação mais direta é: o aumento dos juros tende a reajustar preços, pois aumenta o custo de financimento e o custo de oportunidade das empresas, que vão precisar compensar esse aumento de custo aumentando os preços.
    O efeito é inverso!
    abraços

    Pedro Disse:
    3 abril, 2008 às 6:23 pm e
    Gustavo,

    a taxa de juros controlada pelo BC (SELIC) possui diversos impactos sobre o nível de preços e sobre a inflação. Por exemplo, pressiona os custos pelas maiores taxas de financiamento. Por outro lado, diminui o consumo de bens que constumam ser vendidos em crediário, o que puxa o preço para baixo. E há inúmeros outros canais: câmbio, expectativas, gastos públicos com juros… na cadeira de Economia Monetária da faculdade, foi um parto entender as dezenas de canais de transmissão.

    A evidência empírica, porém, é bastante sólida: maior SELIC, menos inflação. O efeito da SELIC na retração da demanda é mais relevante do que a pressão exercida sobre os custos.

    Isso significa que, se vc perguntar nas Casas Bahia o que acontece com os preços quando a SELIC aumenta, pode ter certeza que os caras vão te responder algo como: a loja fica vazia pq o crediário fica caro, aí eu não posso aumentar muito o preço, não dá nem para repassar o aumento dos meus custos de financiamento…

    Vc pode achar que há meios melhores de reduzir a inflação. Mas daí a considerar apenas a tal “relação mais direta” entre juros e inflação, vai uma distância.

    Pedro,
    É melhor conduzirmos uma conversa sobre juros neste novo post, porque quero puxar um assunto diverso ao debatido intensamente no post anterior.

    Reitero que os juros são um péssimo instrumento contra a inflação. E em um país subdesenvolvido, então, são um instrumento completamente equivocado.
    RAZÃO:
    Como efeito direto, os juros aumentam os custos e os preços. Como efeito indireto podem reduzi-los. Esse efeito indireto é decorrente principalmente da valorização cambial e secundariamente da redução da renda, do emprego e dos salários. Existe ainda um efeito colateral não desejado de piora na distribuição de renda, pois a riqueza financeira, que se beneficia dos juros altos, é muito mal distribuída, como você deve estar careca de saber. Outro efeito colateral indesejado é o aumento expressivo da dívida pública.

    Os juros possuem como efeito DIRETO inevitável o aumento dos preços. Isso decorre do aumento dos custos financeiros e dos custos de oportunidade, que são a própria materialidade do aumento dos juros. Isso é direto, inevitável e inquestionável.

    Há também efeitos dos juros que levam indiretamente à redução dos preços. Mas esses efeitos são muito indiretos e até incertos e tênues. E mais, SÃO SEMPRE PREJUDICIAIS À SOCIEDADE.

    Ora, como o efeito direto dos juros é de aumento dos preços, usar os juros para combater a inflação exige um esforço dobrado em termos de valorização cambial e ou redução dos empregos e salários. É muito melhor usar políticas que afetem os preços sem gerar redução dos empregos. E elas existem.

    O aumento dos juros, além de ser um esforço redobrado como vimos acima, boicota o crescimento econômico e nosso desenvolvimento como nação, pois para alcançar um nível de desenvolvimento similar aos países desenvolvidos, precisamos crescer significativamente mais do que eles, ou seja, pelo menos 7% ao ano. Evidentemente, o aumento dos juros só pode ter efeito sobre a inflação, se gerar alguma recessão, redução significativa do crescimento e ou valorizar significativamente o câmbio. Portanto, usar os juros como instrumento prioritário para controlar a inflação significa nos condenar ao subdesenvolvimento. Mais abaixo explico isso melhor.

    Essa condenação recente do Banco Central brasileiro ao subdesenvolvimento pôde ser observada na prática durante o governo FHC. Quando FHC se tornou presidente éramos a 8ª economia do mundo, quando deixou era algo entre 14ª a 16ª. Os juros foram o principal instrumento de política econômica do governo FHC. No primeiro mandato para segurar diretamente o câmbio e no segundo mandato para “manter a meta de inflação”. Nessa “brincadeira”, o Banco Central foi capaz de fazer a dívida pública passar de algo entre 70 bilhões de reais para algo em torno de 700 bilhões de reais, apesar do país ter vendido cento e tantos bilhões de reais em patrimônio, ter mantido uma relativamente baixa taxa de crescimento dos gastos públicos “primários” e de ter aumentado a “carga fiscal” a níveis inéditos!

    Supostamente esse foi um dos preços pagos para manter por alguns anos uma taxa de inflação relativamente baixa, mas que no final de 2002 já estava em mais de 20% anualizada. Tanto custo por algo tão efêmero… A inflação, nesse período, foi controlada às custas dos trabalhadores, segundo o IBGE a participação da renda do trabalho no PIB caiu ano a ano a velocidade nunca antes vistas. (veja as tabelas
    http://www.desempregozero.org.br/editoriais/MOMENTO_NACIONAL_2.pdf ) Os juros cumpriram bem o “seu papel” de afundar a renda do trabalho e explodir a dívida pública “para reduzir a inflação” como você diz…

    Para entender porque usar os juros para controlar a inflação nos condena inevitavelmente ao subdesenvolvimento é preciso entender que o processo de desenvolvimento significa necessariamente crescimento nominal dos salários. E isso é ótimo! Uma das características definidoras do subdesenvolvimento são salários em média baixos.

    Desenvolvimento é crescimento da renda acima da média mundial. Geralmente algo em torno de 7% ao ano em um país mais pobre. Ora, isso significa elevada taxa de expansão da demanda por trabalhadores. Portanto, desenvolvimento implica em crescimento salarial, principalmente em um país democrático, onde não é possível ameaçar sindicatos com a força bruta.

    Sabemos que os preços da maioria dos setores econômicos são muito rígidos à queda. Assim uma alta taxa de crescimento econômico tende a induzir um nível de inflação relativamente mais alta do que em um país onde o crescimento é lento, pois os salários precisarão crescer. Se o banco central quiser ter uma taxa de crescimento suíça, ou quase, vetará inevitavelmente o crescimento, pois terá que estar sempre aumentando a taxa de juros para cortar o crescimento dos salários.

    A situação é ainda mais nefasta ao desenvolvimento, se o câmbio for flutuante. Em um país de câmbio flutuante e meta de inflação “ambiciosa”, se a taxa de crescimento estiver acelerada, os salários estarão aumentando muito e a inflação ficará acima da meta. Para manter a meta de inflação sob controle, o Banco Central elevará os juros. Em decorrência do efeito direto inflacionário dos juros e à rigidez dos preços e salários, o banco central precisa manter um processo contínuo de aumento dos juros para tentar “controlar a inflação”. Os juros no país acabarão ficando significativamente superiores aos juros internacionais. Isso atrairá capital e valorizará o câmbio. A valorização do câmbio é um eficiente mecanismo de controle da inflação. Mas como os salários e preços são rígidos à queda, a valorização terá que ser elevada para funcionar. Ora, as margens de lucro da exportação manufatureira são geralmente muito baixas em decorrência da grande concorrência internacional, principalmente nessa nova Era Chinesa. Uma pequena valorização cambial já é capaz de acabar com a lucratividade da exportação de muitos setores, mas será pouca para manter a inflação dentro da meta.

    Isso é particularmente assustador na “indústria infante”, aqueles setores de alta tecnologia que estão começando a se desenvolver no país e cujo know-how ainda está sendo aprendido. Você sabe que as industrias para se desenvolver precisam seguir uma curva de aprendizagem que pode ser relativamente demorada, o que os economistas chamam de learning by doing.

    A valorização cambial faz as exportações manufatureiras e principalmente dos setores de maior tecnologia e demanda internacional crescente se estagnarem. Esses são exatamente os setores mais necessários para viabilizar uma taxa de crescimento elevada sustentável a longo prazo. Não somos um país de 20 milhões de habitantes como a Austrália que pode ter parte significativa do PIB dependendo de exportação de commodities. Com quase 200 milhões de habitantes, não poderíamos ter um PIB per capital de país desenvolvido só exportando commodities. Isso só seria possível entupindo uns 4 planetas de açúcar, carnes, minério e soja. Não há tanta demanda na Terra para isso. Os americanos, chineses e argentinos não vão deixar de produzir soja em favor do Brasil. Ninguém vai parar toda a produção de carne para que nós transformemos toda a amazônia em pasto. Nem há tanta demanda no mundo por carne.

    Um país grande precisa de produção manufatureira significativa, incluindo setores de alta tecnologia. Mas a valorização do câmbio não favorece. A questão é que em um regime de metas de inflação “muito ambicioso” com câmbio flutuante, o país se verá obrigado a manter a competitividade cambial sempre piorando. Principalmente se houver choques de preços internacionais, ou componentes de gastos autônomos que cresçam apesar dos juros altos e da valorização cambial, como exportações de commodites. Em cada choque de preços ou aumento de demanda ou salários acima do suficiente para manter a “ambiciosa” meta de inflação, os juros aumentarão e o câmbio valorizará. Entretanto, a conseqüente redução da inflação não será suficiente para recompor a competitividade perdida porque os salários e preços são rígidos à queda. É uma bola de neve que vai minando a indústria do país e reduzindo o superávit em conta corrente, que poderá se transformar em déficit. O déficit em conta corrente leva à fragilidade cambial e qualquer crise de liquidez internacional torna o país incapaz de estabilizar o câmbio e, portanto, o inflação explode e os elevados juros não poderão fazer nada, porque o capital externo passa a achar muito arriscado investir em tal país, e de fato será. O resultado é uma inflação galopante, recessão e juros altos.

    No fim das contas veremos que os juros são um péssimo instrumento contra a inflação se associado a metas ambiciosas de inflação, pois ele acaba condenando o país ao subdesenvolvimento e no longo prazo traz de volta a inflação elevada. É uma política prejudicial sempre e ineficaz a longo prazo.

    E se a utilização dos juros para conter a inflação não estiver associada a metas de inflação “ambiciosas”?

    Se a taxa de crescimento da economia não for alta, existem outros instrumentos que podem ser usados eficientemente contra a inflação que não precisam levar à redução do crescimento ou valorização cambial. Uma delas é a fixação da taxa de câmbio em um nível desvalorizado (competitivo), como sempre fazem os países asiáticos e como fez toda a Europa no pós-Segunda-Guerra. Outras políticas eficientes são as chamadas políticas de renda e os controles parciais de preços, políticas usadas com relativamente boa eficiência na Europa, EUA e Japão do pós-Guerra.

    Se a taxa de crescimento for muito elevada, a situação é outra. Por exemplo, se a taxa de crescimento da economia estiver acima de 10% ao ano, a economia poderá estar sofrendo com gargalos conjunturais de infra-estrutura ou chegando próximo do pleno emprego. Se isso acontecer. pode ser que a inflação acabe ficando muito acima do desejável. Nesse caso, pode ser conveniente aumentar os juros. Ainda assim é uma política que deve ser usada muito moderadamente, pois piora a distribuição de renda e aumenta a dívida pública. Os gargalos da infra-estrutura e de qualificação de mão-de-obra podem ser resolvidos com mais investimentos. Só o pleno emprego pode ser um momento relativamente interessante de se usar a taxa de juros para conter a demanda. Mas os keynesianos acham que mesmo aí a melhor política é a fiscal e não a monetária. Eles acham que o efeito dos juros sobre a demanda é muito incerto, instável e ineficiente e causa como efeito colateral indesejado a piora na distribuição de renda e crescimento da dívida pública. Keynesianos acham que a melhor forma de controlar o nível de atividade é a política fiscal e não os juros.

    Vimos que, principalmente no caso de um país subdesenvolvido com meta de inflação “ambiciosa”, os juros são um instrumento prejudicial e ineficaz a longo prazo para contenção da inflação. A argumentação é simples, direta e bastante precisa. Muitos já falaram isso, todos estão vendo como o Banco Central brasileiro está indo na contra-mão do resto do Planeta e dos principais economistas do Mundo e do Brasil. Os indicadores macroeconômicos estão mostrando que o crescimento foi muito baixo nos últimos 10 anos, a dívida pública continua crescendo, o desemprego continua muito elevado, a valorização cambial está gerando estagnação na indústria manufatureira. Esse debate, todo foi puramente econômico eu não citei nada sobre a intenção dos diretores do Banco Central. Não é necessário e turvaria o debate econômico. Mas uma vez compreendido a argumentação econômica colocada aqui, podemos também fazer uma análise de ciência política ou sociológica e avaliar as intenções desses diretores. Como cidadão e eleitor também posso tentar teorizar sobre essas intenções. Todos nós podemos, não é?

  5. […] Recentes Gustavo dos Santos (… em CONTINUAÇÃO de… Para u…Rodrigo Loureiro Med… em Para um economista ortodoxo: &…Fabiano Dalto em Para um economista […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: