Blog do Desemprego Zero

VIII Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas

Posted by NOSSOS AUTORES em 12 abril, 2008

Publicado no Logística e Transportes

Por: José Augusto Valente*

Esse Seminário é voltado para ações junto ao Congresso Nacional, o Executivo Federal e o Judiciário. Entretanto, me parece ter havido uma perda de oportunidade de se apontar caminhos para a melhoria desse segmento ao se investir muito nas críticas e pouco em propostas.

Na parte da manhã, onde se tratou o tema Infra-estrutura rodoviária, repisou-se no discurso do “quadro dramático” da malha rodoviária nacional, sem fundamentação na própria pesquisa rodoviária da CNT – como já demonstramos neste blog, através de vários posts.

O Geraldo Vianna apresentou seu trabalho onde mostra que falta muita pavimentação de rodovias no Brasil. É verdade e alguma coisa precisa ser feita, principalmente em relação às rodovias vicinais, que têm baixo tráfego mas são vitais para pequenas cidades e municípios com baixa densidade populacional, que são mais de quatro mil no Brasil.

O Marcelo Perrupato, Secretário de Política Nacional de Transportes, apresentou o programa de investimentos do governo federal até 2010. Não falou do PNLT porque o tempo era insuficiente.

Ainda nessa mesa de infra-estrutura, confrontou-se a proposta da CNT, através do PLB, com a proposta do Ministério dos Transportes, através do PNLT. O primeiro prevê investimentos de R$ 228 bilhões e o segundo de R$ 256 bilhões. Os dois no período de 2008 até 2023.

Na parte da tarde, após as palestras sobre Tempo de Direção, com apresentações de promotores de justiça e de representante de empresas do transporte rodoviário de cargas, com uma queda de braço se deveríamos ter uma legislação mais dura ou mais flexível em relação ao tempo de direção de motoristas de caminhões.

Pela platéia, o Fonseca – presidente da ABCAM, uma das entidades nacionais dos caminhoneiros – fez uso da palavra para afirmar que primeiro se deveria trabalhar para aprovar o projeto de lei em andamento no Congresso, para depois fazer os ajustes necessários.

Havia propostas de não se fazer nada e apenas pressionar o governo federal para fazer o que já vem fazendo: investir a CIDE nas rodovias federais. É o discurso que afirma que as más condições das rodovias são as causas de todos os males.

Desde 2005, o governo federal e os estaduais – que recebem 29% da CIDE – vêminvestindo toda a CIDE em rodovias. Os orçamentos do Ministério dos Transportes de 2007 e 2008 prevêem investimentos muito superiores à parte que lhe cabe da CIDE. Na minha opinião, o Seminário poderia apresentar duas propostas inovadoras:

a) levar o governo federal a coordenar um grande programa de pavimentação de estradas vicinais, de baixo custo e uso intensivo de mão-de-obra, com a participação de estados e municípios, e com isso ampliando significativamente a malha nacional pavimentada, com ganhos econômicos e sociais;

b) levar o governo federal a coordenar um grande programa de implantação deáreas de apoio aos motoristas de caminhões, com instalações sanitárias dignas, refeições decentes a preços módicos, e com segurança para o caminhoneiro poder dormir sossegado antes de continuar viagem.

Não aconteceu, mas fica aí a sugestão, que já apresentei ao ex-presidente da NTC&Logística e Diretor da CNT, Geraldo Vianna, que acolheu bem as duas idéias.

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