Blog do Desemprego Zero

O BB quer ser a Petrobrás

Posted by Beatriz Diniz em 13 abril, 2008

“Banco do Brasil está se posicionando em setores mais relacionados com o crescimento, definindo contratos de gestão como na Petrobrás com metas, responsabilidades, cobranças, obtendo uma maior flexibilidade para ir atrás do crescimento.”

*Postado por Luciana Sergeiro

Publicado em: Blog Nassif 

Por Luis Nassif

O Banco do Brasil pretende ser a Petrobrás. Obviamente, não no campo da atividade econômica, mas definindo formas de gestão que lhe dêem flexibilidade em um ambiente que se tornou bastante competitivo.

Nos últimos anos houve uma consolidação do sistema bancário através de fusões e aquisições. O BB ficou de fora. No máximo se habilita a bancos estaduais. Pesa contra ele o fato de ser controlado pelo governo. Mas, ao mesmo tempo, tem ações em Bolsa.

Alguns anos atrás, o volume de ativos do Bradesco – o maior banco privado nacional – era de pouco mais da metade dos ativos do BB. Hoje em dia, é de mais de 90%.

Esse impasse necessitará ser resolvido, sob pena de comprometer a lógica econômica da instituição.

Mesmo com as amarras, no ano passado houve movimentos de ajuste, conta Lima Netto, presidente do BB. Foi oferecido um Programa de Demissão Voluntária para 14 mil funcionários dos 82 mil funcionários do banco. 7 mil aceitaram.

Agora, o banco está se posicionando em setores mais relacionados com o crescimento. A carteira de crédito de pessoa física está em R$ 32 bi. Concorrentes diretos têm esse montante só em financiamento de veículos. O banco estava totalmente ausente do crédito imobiliário. Medidas recentes do Ministério da Fazenda criaram o ambiente regulatório para ele começar a entrar.

Houve uma reorganização do organograma do banco para ressaltar os novos negócios. Criou-se, por exemplo, uma Diretoria de Cartão de Crédito, segmento em que o banco movimenta R$ 49 bilhões por ano, em crédito e débito.

Foi criada também uma Diretoria de Seguro, Capitalização e Previdência.

O modelo a ser aprofundado é o do compartilhamento na formatação de produtos. Hoje em dia, o banco tem parcerias e associações em vários segmentos, mas que pouco falam entre si. Na Previdência, está associado ao Principal Finance Group; na vida, com a Aliança da Bahia; na Brasilcap, com Aliança, Icatu e Sulamérica; na Brasilveículos, com a Sul América.

A idéia é trabalhar o compartilhamento de informações e o canal único para as vendas.

A idéia é que, com diretorias exclusivas, se possa coordenar melhor os investimentos com parceiros e preparar novas formas de distribuições de seguros.

A idéia também será criar novos canais de vendas. Os concorrentes utilizam força de venda própria e estruturas alternativas, dos corretores de seguros.

Uma das missões da nova diretoria será montar essa rede, ampliando a parcela de custo variável e reduzindo o custo fixo.

Em 2005 o banco estreou no financiamento de veículos. Foi a primeira experiência de colocar o varejo associado à conveniência da compra de um bem durável.

Naquele ano, primeiro no novo mercado, a carteira ficou em R$ 100 milhões, para um mercado de R$ 40 bilhões. No mês passado, estava em R$ 3,2 bilhões e a meta é chegar a R$ 6 bilhões no final do ano.

Mas o desafio maior,  mesmo, será definir contratos de gestão, como na Petrobrás, com metas, responsabilidades, cobranças, mas flexibilidade para ir atrás do crescimento.

 

 

 

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