Blog do Desemprego Zero

BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO

Posted by Beatriz Diniz em 15 abril, 2008

BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO

n.7, ano 1 – 09/04/2008 a 15/04/2008

Destaques da Semana no Blog

1. Economia

O Crescimento Econômico e as Contas Externas

Não mergulhar de novo em armadilha

2. Desenvolvimento

Biocombustíveis são ‘crime contra a humanidade’, diz relator da ONU (será?)

** POLÊMICA ** Entrevista no Jornal O GLOBO afirma: DESEMPREGO ZERO NÃO É desenvolvimento

3. Política

Resgate Histórico

Oposição de Esquerda ao Governo Lula

4. Internacional

Da lama ao caos, do caos à lama: entendendo a dinâmica cíclica do capitalismo financeiro

A CRISE ALIMENTAR PLANETÁRIA

Economia

O Crescimento Econômico e as Contas Externas

Escrito por NOSSOS AUTORES em 11 Abril, 2008

*Paulo Passarinho

O Brasil atualmente, sob o governo Lula, tem apresentado taxas de crescimento econômico um pouco maiores do que no período relativo aos governos de FHC.

Os setores que apóiam o atual governo têm se utilizado desse fato para procurar sustentar que essa é a melhor prova da correção dos caminhos escolhidos por Lula para conduzir a política econômica, principalmente em função dos efeitos positivos que esse processo gera para o aumento do emprego formal no país.

Contudo, levando-se em conta que a atual política macroeconômica – baseada no tripé câmbio flutuante/superávit primário alto/taxas de juros reais elevadas – é idêntica a do governo anterior – em alguns aspectos até mais rigorosa, como é o caso do arrocho fiscal -, cabe a pergunta: por que os resultados alcançados, em um e no outro governo, são diferentes?

A resposta pode ser encontrada nos resultados apresentados pelas nossas contas externas. Leia o resto deste post »

Enviado em Paulo Passarinho, Política Econômica | Editar | Nenhum comentário »

Não mergulhar de novo em armadilha

Escrito por NOSSOS AUTORES em 11 Abril, 2008

Publicado originalmente no Valor

Por Carlos Lessa*

A história somente se repete como farsa. Porém, é útil ter presente o que ela ensina, para não se mergulhar em tragédia. O Brasil, no final dos anos 60, a partir do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e das facilidades de endividar-se no euromercado para financiar crédito ao consumo, deu início a uma prodigiosa expansão do endividamento familiar. Até aquela época, era insignificante o crédito às pessoas para aquisição de imóveis, autos e eletrodomésticos. A partir de um convidativo juro internacional no mercado de eurodólares, alimentamos um rápido crescimento das reservas internacionais, financiamos investimentos públicos e gestou-se o chamado “milagre dos anos 70″.

Desconhecemos os sinais de crise financeira internacional. A ditadura falou do Brasil como uma “ilha de prosperidade”. O general Médici teve um índice elevadíssimo de aprovação popular – afinal, a inflação estava cedendo e o emprego e a produção crescendo. O general Geisel pretendeu desconhecer a crise mundial: partiu da hipótese que o Brasil daria um “grande salto” e seria “potência mundial” no ano 2000. Nossas reservas se evaporaram e o mercado financeiro mundial penalizou o Brasil afogado na crise da dívida externa. Para os donos de dinheiro, havia a regra da moeda indexada. Todo o custo da inflação caía sobre os salários e setores empresariais mais frágeis. Foi preservada a moeda indexada.

A restauração da democracia instalou o Estado de Direito. A tentativa autoritária de Collor de cortar a inflação abriu a temporada de mutilações do espírito da Constituição de 1988. O Brasil mergulhou em 25 anos de estagnação. Os anos 80, denominados “Década Perdida”, são sucedidos pela sucessão de governos de Fernandos e, até o primeiro quadriênio do presidente Lula, foram 25 anos de estagnação econômica. Na América Latina, o pior desempenho, à exceção do Haiti. Leia o resto deste post »

Enviado em Carlos Lessa, Conjuntura, Política Econômica | Editar | Nenhum comentário »

Desenvolvimento

Biocombustíveis são ‘crime contra a humanidade’, diz relator da ONU (será?)

Escrito por NOSSOS AUTORES em 15 Abril, 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

A produção em massa de biocombustíveis representa um crime contra a humanidade por seu impacto nos preços mundiais dos alimentos, declarou nesta segunda-feira (14) o relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, o suíço Jean Ziegler, em entrevista a uma rádio alemã.

Os críticos dessa tecnologia argumentam que o uso de terras férteis para cultivos destinados a fabricar biocombustíveis reduz as superfícies destinadas aos alimentos e contribui para o aumento dos preços dos mantimentos.

Leia mais no G1

Em resposta a essa avaliação alarmista da ONU, o governo brasileiro respondeu:

Governo reafirma que biocombustível não concorre com alimentos no Brasil

Procurado pelo G1, o Itamaraty informou que a declaração de Ziegler refere-se aos biocombustíveis produzidos a partir do milho. Como o Brasil produz o biocombustível com cana-de-açúcar, o ministério não acredita que a declaração tenha sido dada a respeito do país. Leia o resto deste post »

Enviado em Desenvolvimento, José Augusto Valente, Logística e Transporte, O que deu na Imprensa | Editar | Nenhum comentário »

** POLÊMICA ** Entrevista no Jornal O GLOBO afirma: DESEMPREGO ZERO NÃO É desenvolvimento

Escrito por Imprensa em 11 Abril, 2008

Leitores o que vocês acham da entrevista deste economista ao O GLOBO?

Fabiana Ribeiro – 05/04/2008 20:09:27 em O Globo

O economista Flávio Comim, consultor do Pnud, sustenta que desemprego zero não traz necessariamente alto índice de desenvolvimento humano.

RIO. O economista Flávio Comim, consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), sustenta que desemprego zero não traz ne cessariamente alto índice de desenvolvimento humano. Se gundo ele, emprego de baixa qualidade deveria ser encara do como uma estratégia de curto prazo: “Essas cidades são o primeiro passo. Resol vem a questão num primeiro momento, sem ter um caráter assistencialista”.

Desemprego zero traz desenvolvimento humano? Leia o resto deste post »

Enviado em Desenvolvimento, Desenvolvimento Regional, Pleno Emprego, Política Econômica | Editar | 6 Comentários »

Política

Resgate Histórico

Escrito por NOSSOS AUTORES em 12 Abril, 2008

*Paulo Passarinho

Volto ao assunto relativo à proposta da reforma tributária, em discussão no Congresso. No meu último artigo publicado nesse espaço, lembrei que essa já é a segunda vez – a primeira foi em 2003 – que o governo Lula apresenta proposta de reforma tributária, sem que nenhum dos seus compromissos históricos com a justiça tributária e a distribuição de renda tenha sido contemplado, minimamente.

Naquela primeira oportunidade, o governo, em troca da renovação da CPMF e da DRU, aceitou abrir mão do Imposto sobre Grandes Fortunas, do compromisso com a ampliação das classes de alíquotas do IRPF, e outras medidas que sempre fizeram parte do “ideário” do PT sobre o tema.

Nesse sentido, lembro que em 2 de outubro de 1995, o Partido dos Trabalhadores apresentou em Brasília a sua proposta de reforma tributária para o país.

Era o primeiro ano da tragédia que foi para o Brasil os governos de FHC. O texto lembra que o governo “impulsionado pela aliança política conservadora que o controla e subordinado a interesses internacionais, tenta consolidar um projeto neoliberal no país. Um neoliberalismo tardio, porque se instala, justamente, no momento em que esta experiência enfrenta dificuldades crescentes no México, na Argentina, na Bolívia, na Venezuela, entre outras nações”. Leia o resto deste post »

Enviado em Paulo Passarinho, Política Econômica | Editar | Nenhum comentário »

Oposição de Esquerda ao Governo Lula

Escrito por NOSSOS AUTORES em 10 Abril, 2008

Por Paulo Passarinho* 10/04/2008

Para àqueles que acompanham a conjuntura política através de uma rápida leitura diária dos jornais de maior circulação, ou principalmente através dos noticiários de televisão, a oposição ao atual governo se restringe às posições do PSDB – de FHC – e do PFL, o atual DEM. São os grandes derrotados eleitorais de 2002 e 2006.

É uma oposição que em termos substantivos não tem muito do que reclamar.

Afinal, são os primeiros a destacar que, “apesar dos pesares”, a administração macroeconômica foi preservada de “aventuras”, a disciplina fiscal foi mantida e o Banco Central continua diligente na sua obsessão em controlar a inflação.

Os pesares, para essa turma, são os chamados escândalos: do mensalão, dos sanguessugas, do “dossiê dos aloprados”, ou, o último, o dos cartões corporativos.

No fundo, disputam – com o atual PT e com os aliados desse – a preferência dos grandes grupos econômicos para a condução do modelo econômico em curso, de natureza neoliberal, e fruto dos interesses do sistema financeiro, em especial de bancos e grandes corporações com atuação transnacional.

O quadro político-partidário brasileiro vive uma espécie de esquizofrenia generalizada. Com a guinada doutrinária do PT e de seus aliados históricos – PCdoB e PSB – e a própria adesão do PDT ao governo Lula, nesse seu segundo mandato, o espaço de contestação da direita tradicional – tendo à frente justamente o PSDB e o DEM – fica restrito a essa discussão recorrente das práticas corruptas e anti-republicanas da turma que ora comanda o governo federal, com o deslumbramento típico dos recém-convertidos.

O problema é que essa direita tradicional não tem a mínima condição de criticar a ex-esquerda. Leia o resto deste post »

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Internacional

Da lama ao caos, do caos à lama: entendendo a dinâmica cíclica do capitalismo financeiro

Escrito por NOSSOS AUTORES em 15 Abril, 2008

Por Daniel Negreiros Conceição*

Escrevo este ensaio para o blog “Desemprego Zero” em abril de 2008. Neste momento, o leitor deste blog deve estar, assim como eu, já cansado de ler e ouvir falar sobre a tal crise financeira que afeta a economia americana e se apresenta como ameaça para todas as economias do globo. Não é que o assunto seja enfadonho ou irrelevante. Muito pelo contrário! Devemos prestar especial atenção ao que acontece de extraordinário na maior economia do mundo. Esta verdade nós já deveríamos ter aprendido: neste mundo de mercados financeiros verdadeiramente globais, não é mais possível imaginar uma economia nacional imune aos efeitos de movimentos significativos em economias estrangeiras. Ilustrativo deste caráter global das crises financeiras modernas foi o fato de algumas das primeiras instituições a reportar perdas significativas em seqüência ao colapso do mercado hipotecário norte-americano terem sido bancos de investimento e governos municipais europeus.

Se realmente estiver a economia norte-americana caminhando para uma recessão profunda, a questão que se coloca para o Brasil e demais países do globo é como evitar que os efeitos sobre suas economias domésticas não sejam devastadores. Ainda que a bonança estado-unidense não signifique necessariamente progresso econômico em outros países, quando vai mal a maior economia do planeta normalmente vão mal as demais. Portanto, é mais que justificada a atenção recebida pela crise financeira americana da mídia e a enxurrada de comentários e opiniões sobre este fato produzidos por especialistas e/ou simples “achistas” no Brasil e em outros países. Entretanto, tem sido cansativo e frustrante acompanhar o que tem a dizer sobre esta crise a maioria destes analistas. Em geral, observo que a maioria tem errado completamente ao descrever os acontecimentos que levaram à crise. Descrevem esta crise como se fosse uma anomalia esporádica, produzida por razões externas ao sistema, na trajetória normalmente eficiente de mercados financeiros em que as decisões individuais de agentes racionais maximizadores levam ao ótimo coletivo paretiano. Porque a generalização leva quase sempre a injustiças, ressalto que nem todos os analistas econômicos foram infelizes ao comentar a crise financeira tendo identificado na própria dinâmica do capitalismo financeiro a razão para a ocorrência de momentos de maior fragilidade da economia a perturbações – reais ou simplesmente expectacionais – que somente então produzem retração econômica e desemprego crescente. Leia o resto deste post »

Enviado em Internacional, Política Econômica | Editar | 2 Comentários »

A CRISE ALIMENTAR PLANETÁRIA

Escrito por Leonardo Nunes em 14 Abril, 2008

Léo Nunes – Paris – Os principais diários europeus destacam a possibilidade concreta de uma crise alimentar planetária, que pode colocar cerca 100 milhões de pessoas na miséria. O aumento significativo dos preços dos itens alimentícios tem preocupado até as organizações multilaterais. O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, fez um apelo para que os governos intervenham de forma a evitar a escalada dos preços dos alimentos.

O Banco Mundial estima que o preço dos alimentos tenha aumentado em 83% nos três últimos anos. Só o trigo aumentou 181% no mesmo período. De fato, uma crise de tal magnitude pode, e deve, agravar as tensões sociais. O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, alerta para o fato de que tais crises inevitavelmente terminam em guerras.

A crise alimentar pode ter três causas. A primeira delas pode ser o aumento considerável da população mundial. A segunda causa seria o fato de que o aumento da produtividade agrícola não se daria de forma satisfatória. Quanto a estes dois pontos, não há muito a fazer no curto prazo. Por fim, a escassez de alimentos está associada ao uso da terra. Um mundo com terras concentradas e / ou utilizadas para fins não alimentares é o palco propício para crises deste tipo. Vale uma reflexão para o governo brasileiro no que tange ao projeto do biodiesel, que significa plantar cana para encher tanque de gasolina para a classe média norte-americana e européia.

Clique aqui para ler nosso manifesto.

Enviado em Conjuntura, Desenvolvimento, Internacional, Leonardo Nunes, Política Brasileira, Política Econômica, Política Social | Editar | 1 Comentário »

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