Blog do Desemprego Zero

BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO

Posted by Beatriz Diniz em 29 abril, 2008

n.8, ano 1 – 16/04/2008 a 29/04/2008

Destaques da Semana no Blog

1. Economia

Banco Central – sitiado ou estrela-guia?

O BC e a Lei de Murphy

2. Desenvolvimento

Chegou o tempo dos idealistas

O etanol sob ataque

3. Política

ALIANÇA PIMENTEL-AÉCIO: A POLÊMICA DA ESCÓRIA DE CIRO GOMES

Grande Entrevista com Paulo Henrique Amorim!! PHA / REVISTA FÓRUM: DANTAS COMPROU PARTE DO PT

4. Internacional

O crescimento econômico e a competitividade chinesa

STANDARD & POOR’S AMEAÇA REBAIXAR (?) NOTA DOS PAPÉIS NORTE-AMERICANOS

Economia

Banco Central – sitiado ou estrela-guia?

Escrito por NOSSOS AUTORES em 18 Abril, 2008

Por Paulo Passarinho*

Com a adesão de Lula e de seu governo à política macroeconômica de interesse do capital financeiro – entenda-se, como tal, principalmente os bancos e as grandes corporações empresariais, com atuação transnacional -, convencionou-se rotular o governo atual, especialmente em seu primeiro mandato, como um governo “em disputa”.

Essa rotulagem interessava aos setores de esquerda que apoiavam, e ainda o fazem, o governo. Esses setores atribuíam as opções de Lula, em favor de uma política econômica ortodoxa, como uma contingência da situação deixada por FHC, onde o endividamento público era explosivo e a pressão inflacionária poderia comprometer a almejada estabilidade de preços.

Para esses setores, os grandes vilões contra políticas de desenvolvimento e geração de empregos eram o Banco Central e a taxa de juros. Porém, tudo seria uma questão de tempo. Quando a situação viesse a melhorar, o governo poderia alterar a sua política econômica.

Nesse primeiro mandato de Lula, esses setores chegavam até mesmo a personalizar essa suposta disputa, colocando Antônio Palloci (e Henrique Meireles) como representante maior da “direita”, da ortodoxia, enquanto José Dirceu, chefe da Casa Civil, seria o expoente maior de uma ala desenvolvimentista, dentro do governo.

O tempo passou, Palloci e Dirceu acabaram caindo. Esse último é hoje um saltitante lobista confesso de interesses de multinacionais, e, apesar da política econômica não ter se alterado, os efeitos da mesma começaram a apresentar resultados aparentemente animadores. As contas externas começaram a apresentar saldos comerciais expressivos – puxados pela demanda asiática e seus efeitos nos preços das commodities agrícolas e minerais; taxas de crescimento da economia melhoraram um pouco em relação aos anos de governo FHC, elevando a oferta de emprego; e, particularmente desde o início do segundo mandato, o lançamento e propaganda massiva do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – fez com que muitos daqueles que acreditavam na suposta disputa, passassem a crer que já havíamos ingressado em uma hegemonia “desenvolvimentista”. Leia o resto deste post »

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O BC e a Lei de Murphy

Escrito por Rogério Lessa, Editor-Chefe em 17 Abril, 2008

Quando se trata do Banco Central brasileiro, as notícias sempre podem piorar a cada dia. Elevar a taxa básica de juros (Selic) não em 0,25 ponto percentual, mas em meio ponto, foi uma enorme demonstração de arrogância. Além de dar um prejuízo anual da ordem de R$ 40 bilhões ao país, na política monetária de Meirelles até o fato dos chineses estarem comendo mais arroz e soja virou justificativa para aumentar juros e nossa distância para a Turquia, vice-campeã mundial nesse quesito.

Ao contribuir para a valorização do real, juros em alta também aceleraram ainda mais o ritmo da deterioração das contas externas e o processo de destruição de boa parte da indústria. “O ciclo que o BC vai ter que administrar não pode ser muito longo, senão o dólar vai despencar mais ainda e tornar a economia mais vulnerável”, alerta o Consultor Econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas.

Freitas, que foi diretor do BC, me disse que para quem pretende fazer investimento produtivo (expandir a oferta e reduzir o risco de inflação) agora só resta esperar que o ciclo de alta dos juros seja bem mais curto do que o iniciado em 2004, quando o BC transformou em vôo de galinha um crescimento acima de 4%. “O cenário atual é totalmente diferente de 2004, tendo dois novos fatores fundamentais: alta dos investimentos e queda de juros nos EUA”, enfatiza.

Triste que a única alternativa à política monetária oferecida ao presidente Lula seja arrochar ainda mais o Orçamento, quando somente a isenção da cobrança de Imposto de Renda para estrangeiros que investem em títulos públicos implicou uma renúncia fiscal, apenas em 2007, de cerca de R$ 9 bilhões ao Tesouro Nacional. Segundo o jornal Monitor Mercantil (coluna Fatos & Comentários de 14/03/2008), esse número representou a não-cobrança sobre cerca de R$ 40 bilhões de IR de 22,5% para aplicações até 12 meses que incide sobre as aplicações dos nacionais. Somente em janeiro, o ingresso de cerca de R$ 3,4 bilhões com origem no exterior para esse tipo de aplicação resultou na não-arrecadação de mais R$ 765 milhões.

Tudo isso ocorre na semana em que o Ipea teve de reiterar, através de Nota Técnica, que ao contrário do que foi veiculado na imprensa, não está preocupado com a inflação. “Uma contração monetária seria um tremendo banho de água fria no espírito empresarial, o que pode reduzir drasticamente a sustentabilidade do atual ciclo de crescimento”, afirma o Instituto. “O presidente do BC reclamou dos grupos de interesse, como Fiesp e CNI, mas não menciona os interesses do mercado financeiro”, destacou o pesquisador Salvador Viana.

Já o economista Miguel Bruno, que também assina a nota do Ipea, frisa que a alta da Selic anulou o efeito do IOF sobre as entradas de capitais de curto prazo. “O dólar vai derreter, sepultando de vez a ilusão da eliminação da vulnerabilidade externa da economia brasileira”.

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Desenvolvimento

Chegou o tempo dos idealistas

Escrito por NOSSOS AUTORES em 28 Abril, 2008

Gustavo Santos* & Rodrigo Loureiro Medeiros**

Todas as sociedades vivem embates internos parecidos com os descritos por José Ingenieros em ‘O homem medíocre’, cuja primeira edição data de 1913 [i]. Ingenieros analisa como duas forças se chocam nas sociedades e definem os rumos da sua evolução. Idealismo e mediocridade são essas forças.

Os idealistas podem ser divididos em dois grupos: românticos (paixão) e estóicos (virtude). A maturidade e o acúmulo de experiências são caminhos que levam os românticos ao estágio dos estóicos. Medíocres são pessoas sem ideais. Possuem idéias que se baseiam no senso comum; são pragmáticas, intransigentes e rejeitam o bom senso.

José Ingenieros argumenta ao longo do seu clássico ser a mediocracia perigosa para as sociedades, pois ela trava os respectivos progressos sociocultural, institucional, econômico e tecnológico. Uma das faces do projeto mediocrático no Brasil é a seguinte: “O custo da mão-de-obra é caro neste país e, por isso, não se tem competitividade global”.

Não é preciso muito esforço para se demonstrar que os custos do fator trabalho nos EUA, no Japão e na União Européia, por exemplo, são mais elevados do que os praticados no Brasil [ii]. A questão górdia do processo evolucionário das organizações está na busca pelo desenvolvimento de sistemas produtivos mais eficientes (grau de utilização dos fatores de produção) e eficazes (alcance dos objetivos a partir da utilização dos fatores de produção). Dificilmente o Brasil se viabilizará como nação a partir do padrão asiático. O enorme giro da mão-de-obra nas empresas traduz a opção tardia pela internalização do fordismo no Brasil. De 1980 a 2005, houve perdas de 20% do poder aquisitivo dos trabalhadores, ao passo que a produtividade permaneceu estagnada [iii]. Como se pode esperar debater seriamente competitividade sistêmica, produtividade e inovação no século XXI a partir da perspectiva mediocrática? Leia o resto deste post »

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O etanol sob ataque

Escrito por Imprensa em 18 Abril, 2008

“O Brasil precisa armar uma contra-ofensiva em defesa dos seus interesses, pois para o País, e para muitos outros em desenvolvimento, os biocombustíveis representam uma oportunidade única de gerar produção, riqueza, renda, empregos e formas renováveis de energia”.

Por Katia Alves

Publicado no: Estado de São Paulo

Por Roberto Macedo

O noticiário internacional recente sobre a alta dos preços dos alimentos deu origem a um descabido ataque contra a produção do etanol e de biocombustíveis em geral produzidos no Brasil, mediante a generalização do argumento de que sua produção restringe a oferta de alimentos ao ocupar terras e outros recursos antes destinados à produção destes últimos.

O tom de algumas declarações mostra que a emoção vem prevalecendo sobre a razão e que também há gente atacando generalizadamente o etanol, mal disfarçando que estão a defender seus próprios interesses, como o protecionismo agrícola europeu e o de países produtores de petróleo.

Tome-se, por exemplo, o que disse o suíço Jean Ziegler, que trabalha na ONU em questões ligadas aos alimentos. Ao atacar os subsídios que os EUA dão a seus produtores de etanol a partir do milho, disse tratar-se de ‘um crime contra a humanidade’, ao reduzirem a produção desse cereal. Em seguida, pediu que a União Européia (UE) abandone sua meta de ter 10% dos seus carros movidos a etanol até 2020, abandono esse que pode prejudicar o etanol baseado na cana-de-açúcar, produzido pelo Brasil e por outros países em desenvolvimento. E não fez referências ao protecionismo agrícola que mantém elevados os preços agrícolas na UE.

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Política

ALIANÇA PIMENTEL-AÉCIO: A POLÊMICA DA ESCÓRIA DE CIRO GOMES

Escrito por blogdojefferson em 20 Abril, 2008

Do Blog do Jefferson Marinho

Um artigo publicado no Jornal O Tempo sobre a aliança PT-PSDB em Belo Horizonte, tendo como cabeça-chapa um candidato do PSB, Márcio Lacerda.

Do Jornal O Tempo, de 19/04/2008.

A escória de Ciro

VITTORIO MEDIOLI

Recebi uma carta da Assembléia Legislativa de Minas que informa o voto de repúdio ao Ciro Gomes subscrito por 16 deputados. Motivo do qüiproquó é a declaração de 20 de março do ex-governador do Ceará, “Aqui o que eu vejo é que a escória da política não tem espaço.

A hegemonia moral e intelectual que preside esse movimento que Minas está fazendo é tão eloqüente e importante que a escória da política deve estar apavorada com isso”. Ciro abriu assim as comportas da insolência, mais uma vez, contra os que não aprovam a aliança PT/PSDB, aliança em volta de seu pupilo e ex-secretário Márcio Lacerda para prefeito de Belo Horizonte.

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Enviado em ELEIÇÕES, projetos e estratégias: 2008 e 2010, Jefferson Milton Marinho, Política Brasileira | Tagged: Aécio, Add new tag, Belo Horizonte, Ciro Gomes, Lacerda, Luiz Dulci, Patrus, Pimentel, PSB, PSDB, PT | 5 Comentários »

Grande Entrevista com Paulo Henrique Amorim!! PHA / REVISTA FÓRUM: DANTAS COMPROU PARTE DO PT

Escrito por Imprensa em 20 Abril, 2008

Paulo Henrique Amorim do Conversa Afiada

Em entrevista à revista Fórum Paulo Henrique Amorim diz que Dantas comprou parte do PT e analisa a imprensa e a política nacional (clique aqui). Paulo Henrique diz também que a fusão da Brasil Telecom com a Oi, que formará a BrOi, será a “grande conciliação nacional” que envolverá PT e PSDB.
Leia a íntegra da entrevista de Paulo Henrique Amorim à revista Fórum:
Por Renato Rovai e Glauco Faria

Fórum – Quando o senhor identifica o início da degradação da imprensa brasileira?

Paulo Henrique Amorim – Chegamos a um ponto sem precedentes em termos de degradação e corrupção da imprensa brasileira. A imprensa que chamo de Partido da Imprensa Golpista, ou PIG, é, sobretudo, a Globo, a Folha e o Estadão. Não falo da Veja, porque é um caso especial que eu chamo de “a última Flor do Fascio”, nem da IstoÉ, porque não é uma organização jornalística. Quando você compra um jornal, teoricamente, pelos cânones da indústria, vai obter ali um noticiário razoavelmente isento e, nas páginas de opinião, fica aquilo que o dono quer divulgar. Aqui no Brasil, houve uma inversão completa. Hoje, tem opinião na parte informativa, até no horóscopo e na previsão do tempo, e o mais grave de tudo isso é que se disseminou o sistema de cooptação com dinheiro do jornalismo econômico e político. Tenho divulgado no meu site as relações entre o Daniel Dantas e algumas instituições, cuja função é distribuir notícias que influenciam formadores de opinião, a Justiça… É uma degradação sem precedentes.

Meu ex-colega do IG, Luís Nassif, tem feito um trabalho exemplar ao apontar as ligações sórdidas entre a Veja e interesses econômicos constituídos. Não há nenhuma punição, nenhuma reclamação, nenhuma manifestação de indignação, os jornais do PIG não noticiam o que o Nassif está dizendo. É a maior revista semanal do país e ignoram o que fala um jornalista respeitável que trabalhou na Folha durante uma década, do Conselho Editorial da Folha. Ou seja, Nassif não é irresponsável segundo a Folha. E a Folha não dá uma linha!

O Mino Carta, que é o pioneiro nessa batalha para demonstrar a pusilanimidade, o golpismo e agora a corrupção na imprensa, acha que nós não chegamos no fundo do poço, que ainda iremos mais fundo e saberemos mais coisas e a impunidade continuará.

Fórum – O senhor acredita que essa degradação se agravou durante o processo de privatização?

Amorim – O presidente do México, Carlos Salina de Gortari, vendeu a telefonia do México para uma pessoa, que é o Carlos Slim, hoje o homem mais rico do mundo. Salinas de Gortari teve que fugir do México para a Irlanda porque nem em Miami ele podia ficar. O Fujimori, que fez a privatização no Peru, está preso. O Carlos Menem, que fez a privatização na Argentina, tem vários ministros na cadeia e não pode ver um juiz ou policial que sai correndo, pode ser preso a qualquer momento. Aqui no Brasil o Fernando Henrique Cardoso cobra US$ 60 mil por palestra e sai no PIG toda hora. E as pessoas levam o Fernando Henrique a sério, é o herói de uma parcela da população brasileira.

Vou desenvolver essa tese com mais clareza, mas houve, na transição de regime militar para o democrático, a tragédia da dívida nos anos 80. O Brasil quebrou em 1982, o fenômeno da hiperinflação, e o Sarney tentou resolver, o Collor tentou resolver, e o Fernando Henrique tocou o Plano Real. O plano, entretanto, tinha, como base para solucionar ou para auxiliar a equacionar o problema, a privatização, um instrumento pelo qual o sistema político dominante à época – o PSDB e o PFL – encontrou para acomodar os interesses políticos internos, domésticos, da coalizão dominante e os interesses dos bancos. Ela foi o fiel da balança dessa reengenharia que levou ao sucesso o Plano Real.

Agora, temo que a operação de criação da BrOi seja a consubstanciação, aquele quadro do Napoleão sendo coroado, que está na igreja de Notre Dame. O quadro começa a ser pintado a partir do momento em que o Luciano Coutinho, presidente do BNDES, assina o empréstimo para o Carlos Jereissati e o Sérgio Andrade comprarem a Brasil Telecom, sem botar um tostão. Nesse momento, será feita a grande conciliação nacional, os fundos e o Citibank renunciam a toda ação [judicial] que moveram na Justiça contra o Daniel Dantas1 . O governo Lula põe para dentro a corrupção do Dantas e do governo FHC, limpa a pedra e resolve esse problema botando o dinheiro do BNDES nas mãos desses dois subempresários, já que eles compraram a Telemar sem gastar também.

Aí será feita a grande pacificação nacional, que mobilizou essa subimprensa de contratos de prestação de serviços, mas que você nunca sabe que serviços são esses. Então, se houver o Aécio [Neves] candidato em uma chapa que reúna PSDB e PT, como está sendo montada em Belo Horizonte, resolve tudo. Põe todo o Brasil debaixo do tapete. O PSDB esconde ossos do Fernando Henrique no armário do Lula, o Lula esconde no armário seus próprios esqueletos, e o Brasil vai seguir em frente com a conciliação que o Tancredo [Neves] tentou fazer e não conseguiu porque morreu antes.

A privatização é o que define o processo da Nova República no regime pós-militar, é a metástase da corrupção no Brasil. O Daniel Dantas é o maior símbolo, herói e beneficiário desse processo que corrompeu o PSDB, o PFL e o PT. Ele corrompeu o PSDB, financiou a filha do Serra e ele é a grana que está no duto do Valerioduto. Que o procurador-geral da República não procurou e que o ministro Joaquim Barbosa não achou. A grana do Valerioduto veio de onde? Dá em árvore ou o Valério era maluco e colocava dinheiro dele no esquema? Ele era um lavador de dinheiro e ninguém quer dizer isso. Fizeram a CPI dos Correios e não pediram indiciamento do Daniel Dantas, porque a bancada dele tem um líder no senado, que é o Heráclito Fortes, e tem um líder na Câmara, que é o José Eduardo Cardozo.

Fórum – Então a tentativa do PT de incluir o Daniel Dantas na CPI dos Correios foi uma farsa?

Amorim – Foi uma tentativa de última hora, feita depois que o relatório estava escrito e que não resultou em nada. Durante a argüição do Daniel Dantas, o senhor José Eduardo Cardozo fez perguntas que o Dantas esperava que fosse feitas e o Jorge Bittar (PT-RJ) fez perguntas inúteis. Ninguém do PT perguntou se o Dantas colocava dinheiro no Valerioduto. E era a única pergunta que cabia ali. Por que o PT não foi pra cima do Dantas? Porque o cara da bancada do PT não sabe se quem está do lado dele pegou dinheiro do Dantas. O Dantas calou o PT, o Dantas imobilizou o PT, porque o Dantas comprou uma parte do PT. Pode escrever aí.

Fórum – No PT, havia uma disputa que envolvia o Luís Gushiken, os fundos e a participação do Dantas… Leia o resto deste post »

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Internacional

O crescimento econômico e a competitividade chinesa

Escrito por Imprensa em 16 Abril, 2008

“O artigo discute as principais causas do forte crescimento da economia chinesa nos últimos 27 anos. Um dos principais objetivos deste trabalho é lançar novas hipóteses quanto às fontes do desempenho econômico chinês e suas características, propondo uma visão sobre o desenvolvimento recente daquele país, a qual procure ir além das explicações mais conhecidas e que busque, na história recente e na geografia, algumas pistas para esse processo.”

Por Luciana Sergeiro

O forte crescimento da economia da China nos últimos 27 anos é fato amplamente conhecido – nos quatro últimos anos, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve crescimento real médio de cerca de 10% ao ano (a.a.). Da mesma forma, é notório o extraordinário aumento da competitividade das exportações de produtos manufaturados chineses, deslocando rapidamente produtores tradicionais, inclusive de países desenvolvidos.

Menos conhecidas e compreendidas, no entanto, são as causas desse processo,ou, pelo menos, suas características e elementos definidores mais importantes. Dentre as causas apontadas, destacam-se os investimentos diretos externos (IDEs), em sua maioria voltados para exportação, que transferem tecnologia e fornecem capital para o país, atraídos principalmente pelo baixo custo de uma mão-de-obra disciplinada e com nível relativamente alto de qualificação. Enfatizam-se também as medidas de política industrial, como os incentivos fiscais concedidos a setores determinados localizados em zonas econômicas especiais, a obrigação de as empresas multinacionais (EMNs) se associarem a um parceiro doméstico e a proibição de investir em certos setores, bem como a manutenção de uma taxa de câmbio fixa e desvalorizada, estimulando as exportações. Todos esses fatores, certamente, contribuíram para o espetacular crescimento econômico chinês, mas estão longe de explicar adequadamente esse processo. Afinal, algumas dessas características estiveram presentes em diversos outros países e regiões, sem que o efeito fosse sequer parecido.

Há uma dimensão em que o fenômeno chinês pode ser considerado como uma terceira onda do modelo asiático, após a do Japão, ainda na década de 1950, e a dos quatro newly industrialized countries (NICs) – Cingapura, Coréia do Sul, Hong Kong e Taiwan -, já na década de 1970. Essa dimensão é a ênfase no comércio internacional, talvez por todas essas economias se caracterizarem por dotação relativamente menos favorecida de recursos naturais. De fato, o Japão e a Coréia do Sul adotaram algumas medidas que, em algum grau, são parecidas com as chinesas, mas que diferem em aspectos substanciais. Leia o resto deste post »

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STANDARD & POOR’S AMEAÇA REBAIXAR (?) NOTA DOS PAPÉIS NORTE-AMERICANOS

Escrito por Leonardo Nunes em 16 Abril, 2008

Léo Nunes – Paris – A empresa de classificação de risco Standard & Poor’s ameaça rebaixar a nota dos títulos de dívida pública do Tesouro norte-americano, sob o pretexto de um sobre-endividamento dos EUA. A ameaça, assim como seu pretexto, parece um tanto quanto inusitada, considerando o funcionamento do capitalismo e o papel diferenciado de sua maior potência.

O dinheiro exerce um papel central numa economia monetária. Este símbolo deve possuir os atributos de (i) meio de pagamento, (ii) unidade de conta na denominação de contratos e operações comerciais e/ou financeiras e (iii) reserva de valor, isto é, deve principalmente servir como instrumento de validação da riqueza geral produzida.

Na economia capitalista contemporânea, este papel é desempenhado pelo dólar, emitido pelo governo dos EUA. Tal privilégio faz com que o governo norte-americano tenha o poder de emitir títulos de dívida ilimitadamente, desde que as convenções corroborem o papel da moeda verde. Desta forma, enquanto o dólar ocupar a especial função de dinheiro do sistema, não faz sentido falar em sobre-endividamento, na medida em que o limite de endividamento é colocado pela vontade da autoridade monetária ianque.

Clique aqui para ler nosso manifesto.

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

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