Blog do Desemprego Zero

Idade média da frota de caminhões no Brasil – atualização em 30/04/2008

Posted by NOSSOS AUTORES em 30 abril, 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

Idade Média dos Veículos – 30/04/2008

AUTÔNOMO

EMPRESA

COOPERATIVA

TOTAL

Auto

Reboc.

Auto

Reboc.

Auto

Reboc.

Auto

Reboc.

CS

CT

SR

RB

CS

CT

SR

RB

CS

CT

SR

RB

CS

CT

SR

RB

23,2 17,5 13,4 16,7 12,7 8,1 8,9 13,1 15,3 13,7 10,9 14,4 19,9 12,0 10,2 14,4
22,4 13,9 11,1 9,4 14,7 11,1 18,2 10,7
21,2 10,4 13,1 16,5

CS = Caminhão Simples / CT = Caminhão Trator / RB = Reboque / SR = Semi-Reboque

Auto = Autotracionados

Reboc. = Rebocáveis

Fonte: site da ANTT

Sempre lembrando que no Registro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas não estão computados os caminhões que transportam carga própria de suas empresas. Estão computados apenas os que prestam serviços a terceiros, através de cobrança de frete.

Ao olharmos o quadro, constatamos que a idade média da frota de autônomos é muito elevada (21,2 anos) e que a das empresas está num patamar razoável (10,4 anos).

Isso significa que temos uma grande ineficiência no sistema, porque esses veículos – com idade média elevada – consomem muito mais combustível, emitem muito mais fumaça, têm custos de manutenção mais elevados e são menos seguros e confortáveis do que os das empresas e cooperativas.

Esses números mostram que é urgente a implantação, pelo governo federal, de um Programa Nacional de Renovação da Frota de Caminhões que, ao mesmo tempo, crie atrativos para que os autônomos troquem seus caminhões velhos por mais novos mas que estes sejam sucateados porque senão retornarão à frota nas mãos de outros.

Clique aqui e leia tudo o que já publicamos a esse respeito.

Outra providência, de certa forma garantida pela Lei de Disciplinamento da Atividade, sancionada pelo presidente Lula, é garantir as necessárias barreiras de entrada e de permanência no sistema. O que possibilitará a existência de um mercado menos predatório do que o atual, com ganhos para os operadores que investem em qualidade e eficiência.

Os autônomos só terão condições plenas de atuação se tiverem sua rentabilidade aumentada. Com caminhões velhos e rentabilidade baixa, eles apenas “sobrevivem” (até isso está cada vez mais difícil).

Todos que conhecem a lógica do transporte rodoviário de cargas sabem que os autônomos são imprescindíveis. Especialmente, para garantir a movimentação das cargas de maior sazonalidade.

A participação do autônomos é um elemento-chava para a grande flexibilidade e confiabilidade do modal rodoviário, que traz como conseqüência a elevada demanda pelo transporte rodoviário de cargas.

Sem os autônomos, a movimentação da soja, por exemplo, seria um desastre, já que o modal ferroviário não tem condição – e muitas vezes nem interesse – de atender essa demanda (embora seja o mais indicado para essa finalidade).

Se eu fosse marqueteiro do transporte rodoviário de cargas, trabalharia o seguinte slogan “No caminhão eu confio”.

As imagens que ilustram este post mostram, da esquerda para a direita três idades de caminhões Scania: 1985; 1993 e 2007.

* José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.

Currículo.

Meu e-mail para contato é: joseaugustovalente@gmail.com

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