Blog do Desemprego Zero

Poeira e conspiração

Posted by Beatriz Diniz em 3 maio, 2008

“A cidade de Marechal Estigarribia, no Paraguai, é vítima de uma teoria propagada principalmente pela internet, que os Estados Unidos farão uma base “capaz de alojar 20 mil soldados”.

Por Kátia Alves

Por Luiz Carlos Azenha

Publicado originalmente no Carta Capital

Setecentos quilômetros de asfalto cortam o Paraguai de Assunção à fronteira com a Bolívia. Se o Paraguai da soja e dos sacoleiros tem a vivacidade de uma feira livre, o Chaco ainda não acordou. A palavra significa “território de caça”, em quéchua. Vimos mais bicho do que gente: a região é tão vazia que no trecho mais movimentado cruzamos com um veículo a cada 2 quilômetros. 

O coração da América do Sul ainda está dormente: às margens da rodovia, há pastagens a perder de vista e só onde os tratores ainda não devastaram a mata é possível ver a vegetação densa e espinhosa de um lugar onde a temperatura, de acordo com a estação, pode variar de zero a 50 graus.

Aqui os países mais pobres do continente, os únicos sem saída para o mar, lutaram a guerra dos desesperados, que deixou, numa estimativa conservadora, 80 mil soldados mortos. A Guerra do Chaco terminou há 70 anos. O Paraguai tentou ocupar a região, mas quem se deu bem foi o gado. Há dez cabeças para cada pessoa e quase nenhuma infra-estrutura para o ser humano.

Pela geografia, é possível imaginar o desastre que esperava o Exército da Bolívia, que buscava conquistar, através do rio Paraguai, uma saída para o Oceano Atlântico, para compensar a que havia perdido para o Chile no Pacífico.

Treinados por alemães e armados com o que havia de mais sofisticado na Europa, os invasores deslocaram tanques Vickers de 6 toneladas para a mata fechada. A gasolina para abastecer os motores era escassa. A água para matar a sede dos soldados, mais ainda.

Graças às manobras ligeiras comandadas pelo então coronel José Félix Estigarribia, o Paraguai ganhou a guerra. Esperava retirar do solo a recompensa, petróleo farto, como já via em território boliviano.
Parece até maldição. Todas as descobertas subseqüentes foram do lado boliviano da fronteira definida pelo Tratado de Buenos Aires, de 1938, que pôs fim ao conflito.

O Paraguai ficou maior e mais pobre.

Nosso destino é o quilômetro 500 da rodovia, onde fica a cidade que leva o nome do herói de guerra, Marechal Estigarribia. É nela, diz a teoria propagada principalmente pela internet, que os Estados Unidos farão uma base “capaz de alojar 20 mil soldados”, segundo a versão do Wikipedia em espanhol.

O boato ganhou força de notícia em 13 de junho de 2005, quando o jornal argentino El Clarín revelou que o Paraguai havia concedido imunidade a soldados americanos que fariam exercícios militares no país. Alguns meses depois, o mesmo jornal descreveu o aeroporto de Marechal Estigarribia como “um enorme porta-aviões no meio do deserto”. E acrescentou: “Construída na metade dos anos 80 por técnicos dos Estados Unidos convocados pela ditadura de Alfredo Stroessner, a faixa de asfalto cinza tem 3,8 mil metros de comprimento, 80 de largura – o dobro que o Aeroparque de Buenos Aires – e está em perfeito estado”.

A repercussão em toda a região levou os governos dos Estados Unidos e do Paraguai a divulgar desmentidos. Mas as notícias do Clarín já haviam se reproduzido e incluíam a previsão sombria de um entrevistado: “Os Estados Unidos têm fortes aspirações de converter o Paraguai em um segundo Panamá para suas tropas e não estão longe de alcançar seu objetivo de controlar o Cone Sul e ampliar a guerra na Colômbia”.

Não há fronteira entre as pastagens do Chaco e a sonolência de Marechal Estigarribia. A atividade econômica se concentra nos negócios ligados à terra e aos empreendimentos dos imigrantes menonitas. Fugindo da perseguição religiosa, eles começaram a chegar ao Paraguai no início do século passado, vindos do Canadá e da União Soviética.

É de uma família menonita o único posto de gasolina de Estigarribia, de bandeira da Petrobras. A empresa brasileira comprou a rede de distribuição que pertencia à Royal Dutch Shell e está presente em todo o Paraguai.

Nem bem nos conduz ao quarto e o dono do hotel Laguna faz propaganda: diz que tem 20 mil hectares, “limpos, com eletricidade e todo o maquinário”, para vender. Preço? 1,4 milhão de dólares. O francês Jean-Claude Gotti justifica: “Os pais estão muito idosos e precisam buscar na França atendimento médico impossível de conseguir na região”.

Marechal Estigarribia tem hospital, mas os médicos que atendem os 2 mil habitantes moram fora e se revezam no atendimento aos pacientes. A cidade não tem rua asfaltada nem rede de esgoto ou coleta de lixo. Apesar disso, conta com um dos aeroportos mais modernos da América Latina, sem que haja uma só linha regular de vôos até aqui.

Na prefeitura, o assessor de imprensa, Inocencio Irala, está ocupado demais com as eleições que se aproximam para dar explicações. Ele diz que é recém-chegado. A título de promover a cidade, afirma que é “a única com distribuição de água em todo o Chaco”. Do lado de fora, lavradores fazem fila para receber as diárias. A oferta de trabalho coincide com o período eleitoral. 

Quase metade dos 50 mil habitantes do departamento de Boquerón, onde fica Marechal Estigarribia, é de indígenas. Os da cidade já viveram com os soldados dentro do quartel local, até que o governo distribuiu lotes de terra em um esforço de colonização.

O casebre de madeira e lata da família Mendes, da tribo manjui, é a materialização desse esforço. O sobrenome é prova da presença dos missionários católicos. Dos quatro adultos da casa, a única renda regular é de Aniceto, o pai, que trabalha como peão. Ele quase não vê os filhos e netos. É que a fazenda fica longe, “seis horas pedalando a bicicleta”.

A visita ao Terceiro Corpo do Exército, o quartel que abriga o misterioso aeroporto do Chaco, é anticlimática. Não há sentinela nem qualquer impedimento para a entrada do carro sem placas alugado em Assunção. Cerca de 300 soldados paraguaios servem aqui, mas é horário de almoço e não se vê sinal deles. Muito menos dos fuzileiros navais americanos. O casario é dilapidado. Cabras, cavalos e bois pastam no terreno. Um quilômetro além do portão principal da base, o improvável, uma pista de concreto gigante. E vazia. Dois hangares gigantes. E vazios. 

De avião, só um jatinho estacionado. Pequeno e silencioso.

O administrador do aeroporto, Reinaldo Acosta Burgos, de olho em clientes em potencial, se oferece para mostrar a pista. O aeroporto está em plena atividade, mas não há nenhum pouso ou decolagem previstos para as próximas horas. Nem, na verdade, para os próximos dias ou meses. 

Apesar de situado dentro de uma base militar, o aeroporto internacional Luís Maria Argaña é administrado pela Direção Nacional de Aeronáutica Civil do Paraguai. A pista de concreto tem 3,5 mil metros de extensão por 40 de largura, menor do que noticiou El Clarín, mas uma enormidade para um país cuja Força Aérea é aparelhada com alguns aviões Tucano.

Burgos diz que já recebeu cinco aeronaves em um só dia, mas que o aeroporto pode passar meses sem movimento. Segundo ele, dez funcionários trabalham para manter a pista em condições de pouso “24 horas por dia”, para vôos nacionais ou internacionais, já que “temos alfândega e serviço de imigração”. Não há sinal de agentes no terminal do aeroporto nem passageiros à vista. Como a pista e os hangares, está tudo vazio.

Enquanto o nosso automóvel alugado faz às vezes de avião, percorrendo os 3,5 quilômetros da pista de cabeceira a cabeceira, o funcionário do aeroporto revela como responde às especulações de que aqui funciona uma base americana: “Só se for subterrânea”.

A versão oficial é de que, assim como a rodovia que liga Assunção à fronteira com a Bolívia, o aeroporto foi construído como parte de um plano do general Alfredo Stroessnner, que governou o Paraguai de 1954 a 1989, para desenvolver o Chaco como uma zona econômica especial.

O “porta-aviões no deserto” seria, na verdade, um monumento à megalomania do governo que produziu algumas das piores estatísticas sociais do continente. “Não foram os americanos que construíram a pista”, diz o coronel Teófilo Marim, engenheiro militar da ativa e sócio do francês Jean-Claude no hotel Laguna. Casado com uma francesa, ele planeja deixar o Paraguai assim que completar os 30 anos de serviço militar. Faltam 12 meses.

Teófilo afirma que uma empresa holandesa deu assessoria técnica, mas que a obra foi tocada pelo corpo de engenheiros do Exército. Segundo o coronel, a pista de concreto tem 35 centímetros de profundidade e é capaz, sim, de sustentar o peso de aviões como o maior cargueiro da Força Aérea dos Estados Unidos, o C-5 Galaxy, que pode decolar com mais de 380 toneladas a bordo.

A versão de Marim é a mesma do coronel Elio Antonio Flores, porta-voz militar paraguaio citado pelo Departamento de Estado americano, que mantém em seu site uma seção dedicada especialmente a “identificar desinformação”. De acordo com o porta-voz, “engenheiros militares paraguaios construíram o aeroporto entre 1977 e 1986, não os Estados Unidos”.

O Departamento de Estado atribui à agência cubana Prensa Latina a circulação de outras notícias que diz serem falsas: a de que o ex-presidente George Bush seria dono de 70 mil hectares no Chaco, pouco menos que o filho dele, o atual presidente, que teria quase 100 mil hectares na mesma região. 

Mas é impossível desmentir que um dos irmãos do presidente Bush, Neil, esteve no Paraguai em fevereiro deste ano. Ele foi fotografado em audiência com o presidente Nicanor Duarte. Neil Bush esteve em Assunção para participar de um evento promovido por uma entidade ligada à Igreja da Unificação, do reverendo Moon, que por meio da empresa Victoria controla um minipaís no Chaco paraguaio. São 600 mil hectares, de acordo com a agência EFE.

Moon, dono do jornal Washington Times, da capital americana, é campeão das causas conservadoras e, derrotado o comunismo, agora se dedica a promover a integração das Américas como primeiro passo para a união planetária.

Em seu relatório de 2007 sobre Direitos Humanos no Paraguai, o Departamento de Estado americano registrou, sob a rubrica “Restituição de Propriedade”: “Em 2005, o governo (paraguaio) expropriou cerca de 130 mil hectares de terra em Porto Casado, de propriedade da Igreja da Unificação do reverendo Sun Myoung Moon. Em 23 de maio (de 2006), a Suprema Corte considerou a expropriação inconstitucional. Em 10 de agosto o Congresso e a Igreja da Unificação concordaram com uma doação de 30 mil hectares para distribuição a agricultores locais. Depois disso, a igreja teve acesso a todas as suas outras propriedades”.

Como se vê, o reverendo Moon tem prestígio tanto em Washington quanto em Assunção.

A história da pista de Marechal Estigarribia registra oficialmente uma única efeméride. Em maio de 1988, pousou nela o avião em que o papa João Paulo II fazia uma viagem pela América do Sul. O papa desembarcou e foi visitar os indígenas da missão de Santa Teresinha, que fica por perto. 

Em 2005, quando a missão militar dos Estados Unidos retirou da Bolívia mísseis portáteis HN-5, de fabricação chinesa, que faziam parte do arsenal boliviano, noticiou-se que o armamento teria saído de La Paz e feito escala em Marechal Estigarribia, antes de seguir para território americano. 

A destruição dos mísseis foi confirmada, mas nunca se soube exatamente que rota os americanos usaram para tirá-los da Bolívia.

Além de fazendeiros e do próprio governo paraguaio, a lista de usuários do aeroporto de Marechal Estigarribia inclui empreiteiros a serviço da empresa britânica CDS Oil & Gas, que tem contratos de exploração em três áreas do Chaco contíguas à fronteira com a Bolívia. A empresa diz que estudos exploratórios estão em andamento e só prevê perfuração “para a segunda metade de 2008, dependendo da disponibilidade de equipamento”.

Foram as operações conjuntas em território paraguaio, envolvendo militares dos Estados Unidos, que serviram de estopim para as especulações de que a conversão do aeroporto do Chaco em base estrangeira é questão de tempo. Diante da proximidade geográfica, de Marechal Estigarribia seria possível vigiar tanto a Tríplice Fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai, quanto as reservas de petróleo e gás da Bolívia, que ficam a alguns minutos de vôo.

Os exercícios aconteceram entre 1º de junho de 2005 e 31 de dezembro de 2006, 18 meses contínuos, que envolveram tanto a polícia quanto o Exército do Paraguai. O Congresso paraguaio aprovou a Lei 2.594 especialmente para permitir as operações. Por meio dela, concedeu aos visitantes a proteção jurídica “equivalente àquela outorgada ao pessoal administrativo e técnico da Embaixada dos Estados Unidos”.

No debate que antecedeu a votação, o senador governista José Manuel Bóbeda destacou o caráter humanitário da presença americana, afirmando que ela garantiria aos paraguaios mais humildes o tratamento médico “dos astronautas da Nasa”. Mas um exame da lista de manobras mostra que apenas duas das 13 operações tinham como objetivo dar atendimento médico às populações carentes. As outras 11 envolveram forças especiais do Exército e da Marinha dos EUA e tiveram caráter puramente militar. No exercício batizado de “JCET 220WH”, por exemplo, os Estados Unidos trouxeram 77 homens do Exército e da Força Aérea e um cargueiro C-5 Galaxy com helicópteros Black Hawk a bordo.

As relações militares entre os Estados Unidos e o Paraguai são antigas, mas ganharam um senso de urgência, em março de 2004, depois da visita a Assunção do chefe do Estado Maior americano, Richard Meyers. No ano seguinte, já com as operações conjuntas em andamento, o então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, desembarcou no país. Na ocasião, além de destacar o caráter humanitário das operações, Rumsfeld deu duas pistas sobre as preocupações americanas na região. “Com certeza, há provas de que tanto Cuba quanto a Venezuela estão envolvidas na situação da Bolívia de forma que não ajuda”, afirmou. E acrescentou: “Países como o Paraguai e outros vizinhos estão interessados em crescer e funcionar de um jeito livre de influência externa”.

Especialista em estratégia militar, o coronel da reserva do Exército brasileiro Geraldo Cavagnari afirma que intercâmbios militares são comuns e não vê necessidade de os Estados Unidos construírem bases na América do Sul. “Se o interesse existiu na década de 80, imagino que era para combater o narcotráfico na Bolívia e no Peru, onde havia a guerrilha do Sendero Luminoso”, explica o também coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp.

A saborosa especulação em torno do aeroporto de Marechal Estigarribia deixa em segundo plano a profunda transformação dos objetivos militares dos Estados Unidos desde o 11 de setembro de 2001. Para a América Latina, ela está resumida nas 21 páginas do documento Estratégia 2016 do Comando Militar Sul – Parceria para as Américas, assinado pelo almirante James Stavridis.

Baseado na Flórida, o Comando Sul é encarregado de planejar e executar missões em toda a América Latina. Se implementada, a estratégia transferiria da diplomacia de Washington para os militares a maior parte da tarefa de enfrentar os desafios na região, definidos no documento como “pobreza e desigualdade, corrupção, crime e terrorismo”.

O texto menciona a importância das reservas de petróleo e gás: “De acordo com o Departamento de Energia, três (Canadá, México e Venezuela) dos quatro fornecedores estrangeiros de energia para os Estados Unidos estão localizados no Hemisfério. Segundo a Coalizão para Energia Acessível e Segura, os Estados Unidos precisarão de 31% mais petróleo e 62% mais gás natural nas próximas duas décadas. Enquanto os EUA requerem mais petróleo e gás, a América Latina está se tornando uma fornecedora líder de energia global, com suas grandes reservas e sua grande produção e fornecimento de petróleo e gás”.

A crescente influência dos militares na política externa dos Estados Unidos foi capturada num levantamento do Centro de Política Internacional, de Washington. Entre 1999 e 2006, o Departamento de Estado treinou 44.524 policiais e militares da América Latina e do Caribe. No mesmo período, o orçamento do Pentágono cobriu o treinamento de 77.313 policiais e militares da região, ao custo de quase 2 bilhões de dólares.

Além disso, no Ato de Defesa Nacional, assinado em 2006 pelo presidente Bush, a “seção 1206” autorizou o Departamento de Defesa a usar o seu próprio orçamento para “treinar e equipar exércitos estrangeiros” com o objetivo de executar “operações de contraterrorismo e estabilização”.

“Fortalecer os militares pode afetar o equilíbrio de poder em uma região ou mesmo dentro de um país”, escreveram os analistas do Centro de Política Internacional. Segundo eles, decisões com esses impactos deveriam ser tomadas por políticos e diplomatas, não pelos militares americanos. 

Quando se trata da presença permanente de tropas no exterior, o novo modelo do Pentágono se distancia cada vez mais das grandes bases, que, além de custarem caro, podem provocar atritos com a população local e atrair manifestantes antiamericanos.

Os “postos de operação avançada”, como são chamados no jargão militar, permitem uma presença relativamente discreta e muito mais barata para uma estratégia tão complexa como a de vigiar o mundo, especialmente no momento em que a China disputa com os Estados Unidos espaços de influência na África e na América Latina.

Além de contar com as bases americanas em Porto Rico, em Guantánamo e uma presença permanente em Honduras, o Comando Sul tem “postos de operação avançada” em Comalapa (El Salvador), na base aérea de Eloy Alfaro, em Manta (Equador) e nas Antilhas Holandesas – nos aeroportos Reina Beatrix (Aruba) e Hato (Curaçao), bem diante da costa da Venezuela. A presença é justificada como necessária para combater o tráfico de drogas que tem origem na Bolívia, no Peru e na Colômbia.

O acordo para usar a base de Manta vence em novembro de 2009. O presidente equatoriano, Rafael Correa, se elegeu dizendo que não renovaria a concessão da base, o que forçaria o Pentágono a reavaliar a sua presença física na América do Sul.

O governo americano argumenta que ocupa “menos de 5% do território físico da base” de Eloy Alfaro para operar vôos de até oito aviões desarmados e que eles só fazem “operações de monitoramento aéreo da costa do Pacífico”. 

As informações coletadas no Equador são repassadas a uma força-tarefa subordinada ao Comando Sul, na Flórida.

Em março, uma comissão da Assembléia Constituinte do Equador reduziu ainda mais as chances de renovação do acordo, ao aprovar um texto que diz: “Não se permite o estabelecimento de bases estrangeiras nem de instalações estrangeiras com propósitos militares. Não se pode ceder bases militares nacionais a forças de segurança estrangeiras”.

Os Estados Unidos afirmam que investiram 71 milhões de dólares para tornar a pista da base de Manta “de primeira classe”. Ela tem 2.860 metros, 640 a menos que a do insólito e surreal aeroporto de Marechal Estigarribia.

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