Blog do Desemprego Zero

Para presidente da EPE, outra medida importante é diversificar matrizes energéticas

Posted by Beatriz Diniz em 5 maio, 2008

“O reaproveitamento da palha da cana, que representa 1/3 do que sobra na produção de etanol, é uma das alternativas para a diversificação energética. Dessa forma estaremos recuperando as reservas de água, assegurando os níveis. O aproveitamento do bagaço também ajudará a diminuir o preço da energia no mercado.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Projeto Brasil

A diversificação da matriz energética e a construção de novos modelos de usinas como as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) estão no centro das discussões que tratam do futuro da produção de megawatts no país.

Durante o 1º Painel do 53º FPB – A nova matriz energética em período de crise, o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tomalsquim, destacou as condições que temos hoje para evitar um novo período de escassez no setor, como o que ocorreu em 2001.

“Hoje nós temos um maior grau de integração energética graças ao aumento das linhas de transmissão, que são capazes de mandar água para outros reservatórios. De 2001 para os dias de hoje, a capacidade de recepção da região sudeste foi duplicada e a do nordeste aumentou em duas vezes e meia”, declarou.

Quanto ao nível dos reservatórios das hidrelétricas, Tomalsquim, lembrou que o país tem quantidade de gás natural suficiente para atender a demanda, ou seja, cerca de 8 mil MW. “Não temos gás para o despacho simultâneo dos GNVs para automóveis e térmicas, mas se for preciso temos condições de diminuir a direcionamento dos veículos para as industrias”. 

Segundo o presidente, não basta aumentar oferta de produto sem uma logística adequada. É por isso já está em andamento um projeto para duplicar a capacidade energética de gás do país até 2009, e também, para que até 2010 sejam construídos cerca de 4.400 km de gasodutos.

Gargalos do setor

A demora na conclusão das obras das usinas chega a onerar “em mais de 45% o projeto”. Por esse motivo, Tomalsquim destacou que a antecipação das obras favorecem o retorno mais eficiente dos investimentos uma vez que possibilita ao fornecedor vender nos mercados de curto prazo e atacadista.

Como exemplo, o presidente da EPE citou o complexo do Rio Madeira e a agilidade do leilão da usina de Santo Antonio, prevista para começar a funcionar em 2012. Ele lembrou, também, que a falta de políticas para diversificar as matrizes no país fez com que o nível da demanda ultrapassasse 22% em 2001.

Em janeiro deste ano, as hidrelétricas não conseguiram atender a alta de 2,4% no consumo, e boa parte dessa porcentagem foi atendida com energia produzida nas térmicas. Hoje, o risco de racionamento é zero, segundo Tomalsquim, porque o nível dos reservatórios voltou ao normal.

Diversificar Matrizes

O reaproveitamento da palha da cana, que representa 1/3 do que sobra na produção de etanol, é uma das alternativas para a diversificação energética. Tomalsquim disse que até 2012 o Estado de São Paulo contará com processos de mecanização para atender 100% da demanda de produção de biomassa com a utilização do subproduto.

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