Blog do Desemprego Zero

Operação da PF reduz em 80% desmatamento na Amazônia

Posted by Beatriz Diniz em 10 maio, 2008

“A Operação Arco de Fogo tem caráter permanente e conta com a participação de vários órgãos públicos: Polícia Rodoviária Federal, Ibama e a Força Nacional de Segurança Pública e as forças de segurança estaduais, esta operação fez com que diminuísse o desmatamento na Amazônia, uma redução de 80%. A principal queda ocorreu em Mato Grosso. A operação inclui o combate à extração e comercialização ilegal de madeira.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Portal VERMELHO

O desmatamento na Amazônia sofreu uma redução de 80% de fevereiro a março deste ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), baseado nos levantamentos do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter). São os primeiros números divulgados pelo Inpe desde o início da Operação Arco de Fogo, desencadeada pela Polícia Federal no Pará, Rondônia e Mato Grosso.

A principal queda do desmatamento ocorreu em Mato Grosso: 82,4% a menos no índice de devastação de novas áreas dentro do bioma.  A Operação, que prossegue, inclui o combate à extração e comercialização ilegal de madeira. Além da PF, participam o Ibama (Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) e a Força Nacional de Segurança Pública.

1.600 caminhões de madeira apreendida

Até o momento, foram fiscalizadas 166 propriedades, entre empresas e fazendas, e apreendidos 41,6 mil metros cúbicos de madeira ilegal, o suficiente para encher 1.600 caminhões. Em 42 estabelecimentos, as atividades foram paralisadas devido à falta de licenciamento ou por depósito ou venda de madeira sem origem legal.

Também foram apreendidos 1,4 mil metros de carvão vegetal ilegal, 26 veículos e 31 motosserras utilizados na prática do crime ambiental, e destruídos 1,6 mil fornos de produção de carvão vegetal clandestinos. Além disso, a Polícia Federal instaurou 124 processos e prendeu 86 pessoas. Em dois meses de atuação, segundo dados do Ibama, a Operação superou R$ 60 milhões com 338 multas aplicadas contra o desmatamento.

“100% de fiscalização”

A operação continua e será ampliada para a verificação dos planos de manejo das propriedades rurais locais, com um incremento nas ações de apuração e repressão, tanto do desmatamento quanto de outros crimes relacionados. Em Tailândia, no Pará, e em Machadinho D’Oeste, em Rondônia, o trabalho foi concluído. No Pará, a ação prossegue na cidade de Paragominas. Em Rondônia, a equipe fiscaliza agora o município de Cujubim, e,  no Mato Grosso, a operação continua em Sinop e Alta Floresta.

De acordo com o Coordenador Nacional da Arco de Fogo, Álvaro Palharini, estão sendo realizados todos os esforços para a liberação dos recursos necessários à implantação da segunda fase da operação, em que serão instaladas nove bases terrestres e uma fluvial nas vias de acesso à floresta. “Serão 24 horas de trabalho, com 100% de fiscalização dos caminhões. Paralelamente, as equipes estarão no entorno, investigando todos os crimes correlatos”.

1.070 servidores no “esforço coletivo”

A Operação Arco de Fogo tem caráter permanente e conta com a participação de vários órgãos públicos: Polícia Federal, Ibama, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública, além das forças de segurança estaduais. São 1.070 servidores, que atuam em barreiras de repressão montadas em pontos estratégicos dos três estados. “O esforço coletivo de fiscalização está afinado com a série de medidas anunciadas pelo governo federal para endurecer e aumentar o grau de responsabilização pelos crimes ambientais na Amazônia”, diz Flávio Montiel, diretor de Proteção Ambiental do Ibama.

O objetivo da Operação é impedir que madeireiras e carvoarias clandestinas continuem a atuar em desacordo com a lei. Além do fechamento dos estabelecimentos que atuam de maneira clandestina, a madeira extraída ilegalmente da floresta é apreendida e removida do local – com o apoio dos governos estaduais. Antes, mesmo apreendida, a madeira era comercializada. A presença do Estado na região tem como efeito a prevenção de crimes decorrentes da exploração ilegal da floresta, como a corrupção de servidores e homicídios.

 

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