Blog do Desemprego Zero

Carlos Minc recusa convite para assumir Meio Ambiente

Posted by Beatriz Diniz em 14 maio, 2008

Marina Silva pediu demissão do cargo de ministra do Meio Ambiente por motivos de resistência que enfrentou no governo, da falta de sustentação política e de conflitos que vinha passando com outros ministérios. Um dos nomes citados para substituir a ex-ministra foi o de Carlos Minc (PT-RJ), que ocupa hoje o cargo de secretário estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, mas a pedido de Sérgio Cabral, Minc recusou em aceitar o cargo. E um dos nomes mais cotados no momento para o cargo é do Jorge Viana, ex-governador do Acre.

Por Katia Alves

Por Renata Giraldi

Publicado na Folha

Sem consenso no PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve rever nesta quarta-feira a idéia inicial de nomear Carlos Minc (PT-RJ) para substituir a ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente). Em entrevista concedida à TV Globo em Paris, Minc disse que foi orientado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), a recusar o convite para assumir o cargo federal.

“Eu disse para Sérgio Cabral que a Marina tinha pedido a carta [de demissão do ministério] e a manifestação que ele me falou é: ‘o Lula vai me ligar e você me promete [que se ele te convidar para compor o governo federal] que você não vai para a Brasília’. E eu prometi de pés juntos que não vou para Brasília. É essa a posição”, disse Minc, na França.

A assessoria do governo do Rio informou que o presidente Lula ligou para Cabral pedindo a liberação de Minc para assumir o ministério. Minc atualmente é secretário estadual do Meio Ambiente do Rio. No passado, foi do PV e agora é do PT. Mas não é reconhecido por setores do Partido dos Trabalhadores como um representante histórico da legenda.

Paralelamente, o presidente faz outras sondagens. Por pressão da ala histórica do PT e dos que atuam na área ambiental, o nome mais cotado é de Jorge Viana, ex-governador do Acre. O senador Tião Viana (PT-AC), irmão de Jorge, disse ontem à noite que ele havia conversado com o presidente da República.

Tião Viana visitou ontem Marina Silva, que depois de pedir demissão do ministério passou a maior parte do dia em seu apartamento na Asa Sul de Brasília. À noite, ela recebeu alguns amigos, entre eles, o senador do Acre.

De acordo com interlocutores, Lula pode definir ainda hoje o nome que substituirá Marina Silva no ministério. Para um grupo de petistas, é fundamental que a escolha seja Jorge Viana por ele ser apontado como um integrante de um Estado que compõe a região denominada Amazônia Legal (que reúne nove Estados).

A forma como Marina Silva pediu demissão irritou Lula. Segundo auxiliares do presidente, o que mais o incomodou foi o alarde da ex-ministra. Ela comunicou ao presidente sua decisão e logo depois a notícia já era divulgada como definitiva, sem espaço para negociações.

Marina entregou seu pedido de demissão em uma carta, na qual reclama da resistência que enfrentou no governo e da falta de sustentação política. “Vossa Excelência é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade”, disse.

“Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para agenda ambiental.”

Ministérios

Marina vinha entrando em conflitos com outros ministérios, como a Casa Civil e a Agricultura, em casos e questões que opõem proteção ambiental a interesses econômicos.

O mal-estar entre Marina Silva e Dilma Rousseff (Casa Civil) começou em julho do ano passado, por conta das negociações em torno do edital para as concessões do leilão das usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO).

Com o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), o desentendimento girava em torno do plantio de cana. Para Marina, Stephanes incentiva o plantio de cana em áreas degradadas da Amazônia, do Pantanal e da mata atlântica.

Recentemente, Marina teria ficado descontente com a nomeação de Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) para coordenar o PAS (Plano Amazônia Sustentável).

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