Blog do Desemprego Zero

Lula diz que política ambiental continua e dá recado a ministros

Posted by Beatriz Diniz em 15 maio, 2008

Lula afirma que a política ambiental continua mesmo com a saída de Marina Silva e declara para outros ministros que “quando tomamos a decisão é para todo mundo cumprir. Não existe possibilidade de ter divergência entre o presidente e os ministros.” E ao falar de Carlos Minc, acredita que ele poderá ajudar o governo conduzir a política ambiental e que essa escolha não vai causar confusão no PT.

Por Katia Alves

Denise Chrispim Marin e Tânia Monteiro,

Publicado originalmente no Estadão

Irritado com o desgaste da saída repentina de Marina Silva (PT-AC), o presidente  Luiz Inácio Lula da Silva mandou recados nada cifrados a ela. Depois de comentar que atendeu vários pedidos de Marina quando comandava o Ministério do Meio Ambiente, reclamou que a carta de demissão foi entregue no Planalto, dando a entender que deveria tê-la recebido pessoalmente.

“A política ambiental para o Brasil não muda”, disse. “Porque no nosso governo, até por determinação e pedido da companheira Marina, nós criamos uma palavra mágica chamada transversalidade. Significa colocar todos os atores envolvidos naquela matéria em torno de uma mesa para que as decisões se transformem em políticas de Estado e de governo, e não política de ministro. A companheira Marina se foi, e a política ambiental continua.” Depois, insistiu: “A política não muda porque a política não é de ministro, é de Estado.”

O presidente lembrou que não havia conversado com a “companheira” e pretendia fazer isso. “Todos vocês sabem perfeitamente bem, a notícia da saída da Marina, para mim, é a mesma coisa da notícia que eu e Marisa recebemos, um dia de manhã, tomando café, e o meu filho comunicou: ‘Olha, eu vou sair de casa.’ E foi morar com a namorada. O que você vai fazer? Você fala: ‘Vai’.” Lula disse que só lhe restava desejar “toda a sorte do mundo, para que obtenha sucesso no que for fazer”.

“Todo mundo sabe do carinho que tenho por ela, mas se ela chegou à conclusão de que tem um novo ciclo na vida dela e quer mudar, não sou eu que vou impedir. Lula observou que no ministério, “obviamente, sempre terá divergências”, pois “é um ministério muito tensionado, em qualquer governo, em qualquer época”. E voltou a dar um recado, que disse valer para todos os ministros: “Quando tomamos a decisão é para todo mundo cumprir. Não existe possibilidade de ter divergência entre o presidente e os ministros.”

Ele foi delicado com a ex-ministra, mas mostrou estar indignado. “Não tem mágoa. Para mim o que tem é um sentimento de alguém que perdeu uma pessoa de que gostava muito, que foi exercer outra atividade e a comparação mais singela que eu pude dar é a do meu filho.”

Ao falar sobre Carlos Minc, Lula disse que o convidava “na expectativa de que venha contribuir, com seu conhecimento, para dar seqüência às políticas” da área. O presidente rejeitou a possibilidade de que a escolha de Minc cause confusão com o PT, uma vez que o novo ministro não integra a ala histórica do partido. “Não tem confusão nenhuma.”

Sobre Jorge Viana, ex-governador do Acre que também era cotado para o posto, Lula disse ter conversado com ele, mas comentou que “está engajado em outro projeto, que é transformar a Helibras numa grande fábrica de helicópteros”.

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