Blog do Desemprego Zero

Aumenta a tensão no Paraná

Posted by Beatriz Diniz em 16 maio, 2008

Na última semana ocorreu no Paraná a destruição de um acampamento do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST). Segundo o coordenador nacional do MLST, foi o quarto ataque pela mesma milícia. O Procurador-geral do Ministério Público do Paraná, “relaciona os conflitos no campo à omissão da União por não efetivar a reforma agrária”.

Por Katia Alves

Publicado originalmente na Carta Capital

A destruição de um acampamento do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) próximo a Cascavel, na região oeste do Paraná, chamou atenção por usar um artefato até então inédito no campo. Um caminhão com carroceria blindada e pequenas janelas de onde, segundo testemunhas, pistoleiros atiravam. Lembra o “Caveirão”, blindado que a polícia carioca usa em favelas. Na madrugada da quinta-feira 8, homens encapuzados destruíram a lavoura, a igreja e a escola, construídas na Fazenda Bom Sucesso, lar de 250 famílias do MLST. Chamada, a polícia efetuou dez prisões.

“Foi o quarto ataque da mesma milícia armada”, afirma Joaquim Ribeiro, coordenador nacional do MLST. O arcebispo dom Mauro Aparecido dos Santos, divulgou em seu site fotos do caminhão e uma carta condenando a violência.

Procurador-geral do Ministério Público do Paraná, Olympio Sotto Maior Neto relaciona os conflitos no campo à “omissão da União, que não efetiva a reforma agrária”. Critica especialmente o Incra, por não identificar as áreas passíveis de desapropriação. “Há uma situação de confronto, e o Paraná não tem como superar o problema sozinho”, diz.

Por conta dos últimos acontecimentos, o Ministério Público Estadual reativou o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Direitos Constitucionais, que fará um levantamento das ocupações no Paraná, da situação legal das propriedades invadidas, das propriedades improdutivas e das reintegrações de posse pendentes.

Para Luiz Fernando Delazari, secretário de Segurança do Paraná, os conflitos não representam uma volta das milícias ao estado. Ele discorda dos que acusam o governo estadual de não cumprir os mandados de reintegração de posse. “Eles são cumpridos sempre que a Justiça determina. Mas não significa que estamos dispostos a colocar em risco a vida de policiais ou dos envolvidos nos conflitos”, conclui.

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