Blog do Desemprego Zero

Sobre Reforma Tributária

Posted by Beatriz Diniz em 19 maio, 2008

Márcio Pochmann, presidente do IPEA, afirma que a CPMF era um imposto moderno e declara que o sistema de imposto de renda deve passar por mudanças. Os pobres no Brasil pagam 44%, em proporção do rendimento, em impostos e outras contribuições, contra 23% que os 10% mais ricos do país pagam. De cada R$ 3 que o governo arrecada, apenas R$ 1 fica para ele exercer suas funções. Os mais pobres do Brasil suportam uma carga tributária bastante mais pesada do que os mais ricos, e para Pochmann a reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso não ajudará a reduzir a desigualdade.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Diário Digital

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, afirmou que a CPMF era um imposto moderno e que conversava com futuro, “uma vez que conseguia taxar uma riqueza imaterial, que é a que circula no mercado”.

Quanto ao atual sistema do imposto renda defende mudanças, afirmando que é preciso haver mais faixas de alíquota e que o atual sistema de duas faixas (15% e 27,5%) não é o ideal, já que a primeira seria muito alta e a última muito baixa. Pochmann disse que nos outros países há até cinco faixas, o que também teria ocorrido durante o regime militar brasileiro: – Tínhamos um sistema melhor – lamentou ele, acrescentando que poderia haver faixas de até 40% a 50%.

Os pobres no Brasil pagam 44%, em proporção do rendimento, em impostos e outras contribuições, contra 23% que os 10% mais ricos do país pagam, a desigualdade resulta da política fiscal. Embora uma décima parte dos mais pobres não pague Imposto de Renda, essa faixa da população consome bens com alta carga de impostos indiretos.

A carga tributária bruta (proporção entre o que o setor público arrecada e o que é produzido no Brasil) passou de 30,4% para 35,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2000 a 2007. No entanto, se for descontado o que o governo retorna aos cidadãos por meio da previdência social e dos benefícios assistenciais, essa proporção cai para 12,1% – dados de 2005 e praticamente igual aos 12% registrados no ano anterior.

De cada R$ 3 que o governo arrecada, apenas R$ 1 fica para ele exercer suas funções – disse. O restante, segundo o presidente do Ipea, vai para o pagamento de juros, benefícios sociais e instituições privadas. – Isso deixa o Estado com pouca capacidade de fazer uma interferência decente e efetiva, pois a capacidade de recursos é apenas um terço daquilo que arrecada

Brasil: carga fiscal penaliza mais os pobres que os ricos

Os mais pobres do Brasil suportam uma carga tributária bastante mais pesada do que os mais ricos, segundo revelou Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), com sede em Brasília.

Os pobres no Brasil pagam 44%, em proporção do rendimento, em impostos e outras contribuições, contra 23% que os 10% mais ricos do país pagam, refere a imprensa brasileira salientando que a desigualdade resulta da política fiscal.

Embora uma décima parte dos mais pobres não pague Imposto de Renda, essa faixa da população consome bens com alta carga de impostos indiretos.

Segundo Márcio Pochmann, responsável do IPEA, a reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso não ajudará a reduzir a desigualdade.

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